10 de julho de 2026
CENTRINHO

Capes e USP assinam acordo de quase R$ 5 milhões para a pós do Centrinho

Por | da Redação
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Divulgação
Visita técnica da Capes no Centrinho: Julio Siqueira (da esquerda para direita), Zena Martins, Ivy Trindade-Suedam, Cláudia de Toledo e Carlos Ferreira dos Sant

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Universidade de São Paulo (USP) assinaram, nesta quinta-feira (29), acordo de cooperação técnica de R$ 4,7 milhões para fomentar a alta formação de recursos humanos para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP. A cerimônia ocorreu por videoconferência e contou com a participação de Cláudia Queda de Toledo, presidente da Capes, e Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor da universidade.

Toledo destacou que o acordo traz benefícios "não só para a Capes e para a USP, mas para toda a sociedade". "Trata-se do reconhecimento do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciências da Reabilitação do HRAC/Centrinho como único no mundo, passando a identificá-lo como um programa estratégico", disse.

"Em nenhum local do mundo se trata lesões craniofaciais com a excelência da formação de pessoas que existe na USP de Bauru", continuou Cláudia Queda de Toledo, que elogiou a condução de Carlotti à frente da USP, "com um olhar para o HRAC/Centrinho desde que era pró-reitor da maior universidade do País". Ela ainda lembrou "a gestão histórica do Tio Gastão", como é conhecido José Alberto de Souza Freitas, idealizador e um dos fundadores do Centrinho.

Zena Martins, diretora de Programas e Bolsas no País da Capes, afirmou que "o HRAC/Centrinho nasceu e continua grandioso" e que "é um momento de alegria, de saber que podemos continuar com uma proposta grandiosa".

BOLSAS

A Capes, que já atua no HRAC/Centrinho com seus programas institucionais, informa que identificou a necessidade de apoiar de forma estratégica o PPG em Ciências da Reabilitação, em função de sua contribuição na formação de excelência para o País e o impacto social que apresenta.

O acordo prevê investimentos ao longo de quatro anos. Dos R$ 4,7 milhões, R$ 500 mil serão destinados a recursos de custeio, R$ 43,8 mil a recursos de capital e o restante para a concessão de até 48 bolsas de mestrado, 20 de doutorado e 28 de pós-doutorado.

Atualmente, dos 124 alunos matriculados, 27 são beneficiados pelos programas institucionais da Capes, sendo 11 de mestrado e 16 de doutorado. Com o acordo de cooperação, o PPG em Ciências da Reabilitação passará a receber o financiamento dos programas estratégicos da instituição.

Carlos Carlotti Júnior disse ter ficado "muito feliz que a Capes tenha identificado essa excelência em Bauru". "Tenho planos muito bons para o HRAC/Centrinho. Será não somente um centro de lesões craniofaciais, mas passará a ser o carro-chefe do futuro Hospital das Clínicas de Bauru (HCB)", complementa.

"Trata-se de um apoio nunca presenciado em nosso meio, mesmo por nossos docentes mais experientes", pontua Ivy Trindade-Suedam, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação do HRAC/Centrinho. Ela ainda pondera que o fato de o PPG ser considerado estratégico "traz responsabilidades adicionais, como aumentar o número de alunos titulados, melhorar a qualidade das pesquisas e melhorar e aumentar a qualidade e quantidade das publicações".

Também participaram da reunião, ontem, Livia Palumbo, diretora de Relações Internacionais da Capes; Sergio Avellar, diretor de Avaliação da Capes; Júlio Píffero, coordenador-geral de Fomento a Ações Estratégicas da Diretoria de Programas e Bolsas do País da Capes; Carlos Ferreira dos Santos, superintendente do HRAC/Centrinho; e Niels Olsen Saraiva Câmara, coordenador do Laboratório de Imunobiologia de Transplantes da USP.

INTERDISCIPLINAR

A investigação acadêmico-científica proporcionada pelo PPG em Ciências da Reabilitação do HRAC/Centrinho já titulou 403 mestres e doutores de diversas partes do País. Avaliado com nota 5, o programa tem características singulares, especialmente no atendimento local e reabilitação de anomalias craniofaciais.

Interdisciplinar, recebe alunos de diferentes áreas do conhecimento de todo o Brasil, que reproduzem essa experiência no atendimento, e se diferencia também ao considerar os critérios de solidariedade previstos pela avaliação da Capes, oferecendo apoio a instituições de outras regiões, principalmente, do Norte e Nordeste.