10 de julho de 2026
PINACOTECA

Nova sede da Pinacoteca terá obras de grandes dimensões

Por Gustavo Zeitel | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Eduardo Knapp/Folhapress
Fachada principal da Pinacoteca de SP

Duas colunas sustentam a marquise, que se projeta diante da avenida Tiradentes, no Bom Retiro. A entrada da Pinacoteca Contemporânea, terceira sede da instituição, com data de abertura marcada para 25 de janeiro, pouco mudou desde os anos 1950, década dourada da arquitetura brasileira. Todo traço modernista está ali - assepsia do caixote branco e a graça dos cobogós, que adornam a fachada principal, recebendo cada um dos visitantes.

Com quase 6.600 metros quadrados de área construída - e 3.550 metros de área expositiva -, a Pinacoteca Contemporânea se junta à Pina Luz e a Pina Estação para formar um complexo artístico com pouco mais de 22 mil metros quadrados de área total no centro da cidade. O museu passa a ser o segundo maior da América Latina, apenas atrás do Museu de Antropologia Nacional do México - com quase 80 mil metros quadrados.

EXPANDIDA

Segundo Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca, o novo edifício terá maior flexibilidade para receber obras tridimensionais de grandes dimensões, além de projetos especiais, que demandam mostras de grande escala. Por isso, estão previstas para o início do ano exposições da sul-coreana Haegue Yang, que desafia o espaço convencional dos museus, e de itens do próprio acervo da Pinacoteca, antes impossíveis de serem mostrados. Mais importante é a expansão da reserva técnica do acervo, com sistema de climatização criado especificamente para aquele ambiente e tecnologia anti-incêndio de última geração. Com três entradas, a estrutura da Pina Contemporânea funciona como vasos comunicantes ao Bom Retiro. Além das portas para a avenida Tiradentes, há uma entrada lateral e outra que se conecta com a Pina Luz, com passagem pelos jardins.

"Cada prédio tem uma especificidade, mas aqui o mais relevante é o contato direto com o público", afirma Volz. Logo depois dos cobogós, o visitante encontra a bilheteria. À direita, ficam as reservas técnicas, ocupando dois pisos. Do lado oposto, estão o centro de documentação, uma biblioteca e uma cafeteria. Seguindo em frente, atingimos o pátio, de onde se tem ampla visão de todo o edifício. Parte dele, nas laterais, fica a céu aberto, com um jardim e uma arquibancada, para palestras e artes cênicas. O novo projeto agrega ainda um prédio de Ramos de Azevedo, remanescente do terreno e revitalizado como sede administrativa.

Ao fundo, ficam dois ateliês para projetos educativos, a Galeria da Praça, com 200 metros quadrados, além da lojinha e dos banheiros. O piso inferior, na continuidade do jardim, abrigará a Grande Galeria, com mil metros quadrados.