Lendo a missiva do Sr. Carlos Bonora na tribuna de 22/12/22), fiquei pensando se este foi um antigo amigo dos bons tempos do Bauru Atlético Clube o (BAC). Se sim, irmão do Robélio Bonora, habilidoso meio campista companheiro no time juvenil do antigo clube, onde Pelé surgiu e assombrou o mundo com seu mágico futebol. Hoje, inclusive, no local da antiga associação, um supermercado e a amnésia aumentada do brasileiro aculturado, que não dá importância ao passado. E que se assim passa pelo presente apenas, rumo ao futuro sem ao menos imaginar que uma coisa depende muitíssimo da outra para nos entendermos melhor, e também ao mundo.
Mas nosso amigo Carlos Bonora, o da carta, poderá ser também apenas um homônimo desse amigo antigo, que já não vejo mais. Quanto ao tempo, bem, 'o tempo não para', já dizia Cazuza, assim como também já disse Cartola que 'as rosas não falam'.
E digo graças a Deus da dinâmica do tempo, que também por não parar, ele nos envelhece. E acabando, por hora ou outra, nos matar, mas "C'est la vie" (é a vida...), no bom francês, do país do Kylian Mbappé, que perdeu a Copa para a Argentina, de Lionel Messi. Agora, voltando à história do futuro presidente, sr. Carlos, guardemos as nossas críticas para momento mais hodierno. Quero dizer-te: para que não nos apressemos apenas em adivinhar, supor um futuro em um tom "quase jocoso", como fez o senhor em relação ao mandato vindouro do novo presidente. Pois se assim, bem "aqui atrás" ainda guardamos "na boca" amargas lembranças do último presidente. E que, no entanto, já são águas passadas.
"Queixo-me às rosas...
Que bobagem as rosas não falam...
Bate outra vez, com esperanças o meu coração..." (Cartola)