11 de julho de 2026
FUNDAÇÃO

Gabinetes são interditados no prédio do Legislativo de Bauru, que passa por obras

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/ Câmara de Bauru
Espaços serão liberados até quinta, quando está programada sessão extraordinária

Os gabinetes dos parlamentares Chiara Ranieri (União Brasil), Julio Cesar (PP), José Roberto Segalla (União Brasil), Marcelo Afonso (Patriota) e Markinho Souza (PSDB) ficarão interditados nesta terça (20) e quarta (21), durante o horário de expediente, por conta do reforço de fundação no prédio do Legislativo de Bauru, realizado pela empresa Lopes Saab Engenharia Ltda. Conforme o JC divulgou, as obras foram contratadas como forma de garantir a segurança do imóvel, que apresenta sinais de instabilidade com rachaduras nas paredes e vazamentos.

A liberação dos espaços ocorrerá na quinta-feira (22), para a realização da 20ª Sessão Extraordinária, no Plenário “Benedito Moreira Pinto”. Durante o período de interdição, os munícipes poderão entrar em contato com o gabinete dos parlamentares via e-mail, telefone ou redes sociais, informa a assessoria de imprensa da Casa de Leis.

De acordo com o departamento de comunicação, as estacas pré-moldadas de concreto estão sendo implantadas para a estabilização do prédio edificado no início do século passado. A previsão é de que os trabalhos na parte interna do prédio sejam executados em 30 dias, durante o recesso parlamentar. Já na parte externa (arredores do prédio), os trabalhos devem durar cerca de 60 dias e terão início após a finalização de toda a área interna.

Um estudo de mobilidade interna foi elaborado em razão de alguns fatores técnicos com o objetivo de causar o menor transtorno possível aos gabinetes e setores, acrescenta texto enviado pela assessoria de imprensa.

VALOR

Para executar o serviço, a Lopes Saab e Engenharia Ltda receberá R$ 198 mi. Conforme o JC divulgou, o contrato foi assinado no dia 22 de novembro de 2022, e publicado no Diário Oficial de quinta-feira 1/12.

As trincas, algumas extensas e largas, já eram visíveis em agosto deste ano, quando a Câmara contratou uma empresa que fez o diagnóstico e laudo dos problemas básicos e estruturais pelo valor de cerca de R$ 29 mil. Um dos apontamentos é que as rachaduras na alvenaria são resultantes do recalque das fundações que acontece, segundo o laudo, quando há o colapso do sistema de fundação, "formado pela interação solo-estrutura que não necessariamente leva a estrutura à ruína".

Na época do estudo que apontou quais obras deveriam ser feitas, o atual presidente da Casa, Markinho Souza (PSDB), alegou que a sensação de quem trabalha diariamente no local é de que "o prédio está afundando".

A última vez que a parte estrutural da sede recebeu melhorias, com objetivo de estabilizar o prédio, foi há cerca de 10 anos, segundo a assessoria do Legislativo. Entre outras melhorias previstas por esta gestão da Câmara estão reformas do telhado, limpeza de entreforro, troca de caixas d'água, reforma de calhas e rufos. Neste caso, o valor da contratação para os serviços de manutenção é de R$ 170 mil.