A mudança na Lei das Estatais (13.303) aprovada, por ora, na Câmara dos Deputados, que baixa de 36 meses para 30 dias a quarentena que impede agentes políticos de ocuparem cargos de direção em empresas públicas é um retrocesso e péssima para a economia e a moralidade do país.
Já vimos este filme antes e seus resultados catastróficos ocorridos a partir de 2014, quando o apadrinhamento político tomou conta das principais estatais, causando a perda de controle e eficiência, e permitindo que recursos fossem destinados para o que não era função das empresas.
Apresentada em 2015, a Lei das Estatais foi aprovada e sancionada em 2016, quando Michel Temer era presidente em exercício. Foi um marco que garantiu mais disciplina às estatais federais, indicando claramente de como os dirigentes deveriam agir e administrar empresas públicas com suas respectivas experiências profissionais na devida área de atuação da empresa. Ressalto que as seis principais estatais do Brasil estão com uma sequência de lucros desde 2018 graças à Lei do gênero. Foi neste período que Petrobras, Correios, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Eletrobrás registraram os maiores lucros desde 2011.
Agora, não podemos retroceder e nem apoiar essa mudança na lei. Espero que o Senado Federal tenha mais sensibilidade e compromisso com o país do que teve a Câmara dos Deputados, especialmente os parlamentares do chamado "Centrão", que aprovaram a toque de caixa essa mudança imoral na Lei das Estatais, priorizando apenas seus interesses político-partidários e cargos no futuro governo.
Ratifico que, em nome da democracia, apoiei e votei na chapa Lula-Alckmin, mas não serei "office-boy" do PT ou do futuro governo com ações, omissões ou leis que penalizam o povo brasileiro.