11 de julho de 2026
ELEIÇÃO HOJE

Câmara Municipal de Bauru elege nesta quinta novo presidente

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Prédio da Câmara de Bauru: eleição para presidente da Casa começa às 9h de hoje

A Câmara de Bauru elege hoje (15), em sessão que começa a partir das 9h, o futuro presidente da Casa. O novo dirigente vai comandar o Legislativo no biênio 2023 a 2024 e terá à frente o desafio de cobrar e pautar os chamados "projetos estruturantes" - cujo impacto é percebido a longo prazo -, que não foram encaminhados pela Prefeitura nos últimos dois anos.

O cenário está indefinido e, embora haja um ou outro favorito, nenhum vereador descarta a hipótese de se despontar um fator surpresa no momento da eleição. Cada candidato à Presidência tem o direito de ocupar a tribuna por 10 minutos para oferecer suas ideias ao Legislativo. Vence aquele que receber maioria simples dos votos.

Para além do presidente, os vereadores também vão definir quem será o vice-presidente e o primeiro e o segundo secretário. Eles comporão a mesa diretora da Câmara.

Se houver empate entre dois candidatos, a Casa deve realizar uma nova disputa somente entre eles. Se o resultado permanecer empatado, vence aquele que foi mais votado nas eleições municipais.

Os novos dirigentes do Legislativo tomam posse em 1º de janeiro. Isso significa que, independentemente do resultado de hoje, o atual presidente, Markinho Souza (PSDB), permanece no comando da Casa até 31 de dezembro.

CENÁRIO

Não há um franco favorito numa disputa que pode mudar do dia para a noite, como é o caso da eleição à Presidência da Câmara. Mas há nomes que são mais fortes do que outros - seja por influência, seja pela capacidade de articulação.

Júnior Rodrigues (PSD), por exemplo, é aparentemente o candidato que melhor conseguiu se relacionar entre os governistas da Casa.

Como já noticiou o JC, ele tem dito a pessoas próximas que já contabiliza sete votos na disputa. Mas seu nome não agrada todo mundo, especialmente pelo fato de ele ser líder da prefeita Suéllen Rosim (PSC) no Legislativo.

O MDB, enquanto isso, também se movimentou. Guilherme Berriel era o candidato da legenda até a semana passada e vinha buscando apoio há pelo menos dois meses. Mas a cúpula do partido em Bauru decidiu que Mané Losila será o nome da sigla na disputa.

A medida foi costurada num almoço entre Mané e Guilherme no início de dezembro num restaurante de Bauru. A reviravolta no MDB gerou desconforto não só em Berriel, que confidenciou a pessoas próximas ter se decepcionado com a decisão do partido, mas também em colegas do emedebista - que classificaram a atitude como "uma apunhalada nas costas" do vereador.

Losila tem bom trânsito tanto no governo como na oposição. Vereadores costumam classificá-lo como um conciliador, mas uma ala da oposição não vê com bons olhos uma eventual Presidência sob Mané Losila - mas admite preferir Losila a Júnior Rodrigues.

Na semana passada, o emedebista se reuniu com praticamente todos os vereadores para buscar apoio à sua candidatura.

Mas enfrenta críticas de alguns vereadores. E por um motivo particular: há a avaliação de que Mané, que se licenciou no mês passado e retornou à Câmara ontem (14), se afastou da Câmara para evitar as votações sensíveis pelas quais a Casa passou recentemente.

A começar pelo robusto aumento salarial dos parlamentares, que passará de R$ 7 mil para R$ 14 mil em 2025, e do incremento aos vencimentos do cargo de prefeito. Há também um terceiro projeto, ainda mais delicado, que aumentou de 17 para 21 o número de cadeiras na Câmara para a próxima legislatura.

Enquanto a disputa está centrada em dois nomes especificamente, um grupo de vereadores sondou, nos últimos dias, a possibilidade de emplacar o nome de Coronel Meira (União Brasil) na eleição.

DESAFIOS

À diferença dos primeiros dois anos do governo Suéllen Rosim (PSC), a Presidência da Câmara para o próximo biênio é mais cobiçada. A começar pelo controle da pauta, uma prerrogativa do presidente, mas também pelo fato de que os próximos dois anos vão ditar, entre outras coisas, assuntos como a sucessão municipal.

Outros importantes assuntos também estarão na mão do próximo dirigente da Casa. A Lei de Uso e Ocupação do Solo é um deles - mas também há temas como o Plano Diretor, o próprio Orçamento anual e outras votações dos chamados "projetos estruturantes".