11 de julho de 2026
BAURU

Prefeitura vai contratar terceirizadas para enfrentar ‘temporada de buracos’

Por Bruno Freitas - Atualizada às 6h | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Benedito da Silva mostra situação em trecho da Gabriel Rabelo de Andrade; perigo aos motociclistas (veja o quadro e mais fotos no final)

O chamado 'período das águas' sempre caminha junto com a 'temporada de buracos'. Prevendo estragos no asfalto decorrentes do intenso volume de chuva registrado todo início de ano, a Secretaria de Obras vai contratar empresas terceirizadas para a execução de recape em sete regiões de Bauru.

De acordo com o titular da pasta, Leandro Joaquim, a licitação necessária para a contratação está em processo final. Serão investidos, aproximadamente, R$ 3 milhões por lote, portanto algo em torno de R$ 21 milhões, informa. Os trabalhos, que contemplarão principalmente ruas e avenidas historicamente castigadas, serão feitos no primeiro trimestre de 2023.

Até lá, no entanto, a operação já em andamento segue no município, explica o titular da pasta, que ressalta o fato da usina municipal de asfalto manter seu funcionamento mesmo no período de chuvas, entre novembro e dezembro. A aplicação do asfalto só não ocorre nos dias de chuva. "Hoje o recape está na Vila Industrial, Jardim Carolina, Villaggios, Vista Alegre e Nova Esperança", esclareceu, na última quinta (8).

REGIÕES

Já para a contratação das terceirizadas, a cidade foi dividida em sete lotes. Cinco deles foram arrematados pela empresa Fortpav, a mesma que executa a recuperação total da avenida Rodrigues Alves, no Centro. Outros dois lotes, pela empresa Giglio. Estão inclusos no contrato tanto a produção quanto a aplicação do concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ).

"São recursos próprios, sem verba parlamentar. É da arrecadação de 2021, quando fizemos a programação. E agora vamos ver o que veio do viaduto (Nicola Avallone), da sobra dos R$ 80 milhões (recursos que foram depositados judicialmente), para atender mais setores da cidade com recape. Haverá todo o processo de contratação, a publicação e depois a ordem de serviço", explica Leandro Joaquim.

Conforme o JC divulgou, os R$ 80 milhões são referentes à devolução aos cofres públicos municipais dos recursos que estavam depositados judicialmente, após uma ação popular na Justiça Federal questionar parte do valor da dívida federalizada contraída pelo município para a construção do viaduto, que ficou conhecido como 'inacabado'.

QUEIXAS

Apesar das iniciativas, problemas no pavimento têm resultado em queixas de munícipes que também demonstram dúvidas quanto à continuidade do trabalho de tapa-buracos, especialmente por conta das chuvas. Uma das reclamações partiu do líder comunitário do Parque Jaraguá, Benedito Domingos da Silva, 78 anos. Segundo ele, o bairro tem diversos buracos perigosos. Um deles na quadra 8 da movimentada avenida Gabriel Rabelo de Andrade.