10 de julho de 2026

Paz estratégica

Por Paulo Hayashi Jr. |
| Tempo de leitura: 1 min
O autor é doutor em Administração pela UFRGS. Professor e pesquisador da Unicamp

Apesar dos trancos e solavancos da vida, cabe ao equilíbrio emocional papel de destaque na organização do mundo e da paz interior. Quem tem o devido equilíbrio não cai nas armadilhas do calor do momento ou de decidir com pressa as direções futuras. Agir com moderação e temperança possibilita escolher de maneira reflexiva os melhores caminhos, mesmo que muitas vezes pareça disparate em um primeiro momento. Tal como no jogo de xadrez, a lógica será entendida pelo público geral apenas algumas rodadas depois. É saber aguentar a pressão interna e externa para que não se percam as jogadas favoráveis aos resultados. Como expressa William Shakespeare, "bem está o que bem acaba".

A paz interior é tanto um processo quanto um produto. De certo modo, ela pode ser sinônimo de felicidade e de consciência limpa e edificante. Ter paz significa ter o domínio interior controlado, senhor de si, de suas emoções e pensamentos.

Quem se controla não se perde facilmente no vai-e-vem da vida e por isso, pode averiguar com propriedade e profundidade as variáveis que envolvem uma situação. É não ser leviano, tampouco parcial. É a verdade integral que vale, mesmo que seja aos custos das impressões. É ver e olhar, mesmo aquilo que não se queira para que se tenha a compreensão profunda sobre o problema e a devida solução. Não raro, é vital se reinventar, dar risadas de si, de suas vistas curtas ou distorcidas. Apenas quem se desafia na busca da verdade maior de Deus obtém resultados superiores atemporais.