11 de julho de 2026
FALTA DE ÁGUA

Reservatórios interligados são alternativa viável contra o racionamento, diz Segalla

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
TV Câmara/Reprodução
Exemplo dado por Segalla: caixas subterrâneas seriam instaladas ao lado da pista do aeródromo

O vereador José Roberto Segalla (União Brasil) quebrou o silêncio. Se na semana passada ele havia dito, em discurso na sessão, que apresentaria uma alternativa à falta de água em Bauru, ontem (6) ele de fato o fez.

A ideia de Segalla, exposta pelo vereador na sessão desta terça-feira (6), envolve uma série de caixas d'água subterrâneas unidas por pequenos encanamentos - que dão origem aos chamados vasos comunicantes, no termo técnico -, instaladas num trecho médio de um quilômetro. "Será a maior caixa d'água do mundo", brincou o vereador.

O projeto, por sinal, é inspirado justamente na maior piscina do mundo. O vereador conheceu o local em 2009, quando viajou para o Chile, onde está sediado o reservatório de água doce. Fica num luxuoso condomínio a 90 quilômetros de Santiago.

Ao apresentar a proposta nesta terça-feira, Segalla já até indicou um local para implementar o projeto. Para o vereador, o ponto ideal está no aeródromo - um local plano, alto e de grande extensão. "Sem contar o fato de que o terreno já é do município, evitando gastos com eventuais desapropriações, por exemplo", aponta.

Outro fator positivo, segundo Segalla, está na localização elevada do aeródromo. A pista está sediada em um dos pontos mais altos de Bauru, o que dispensaria o uso de bombas de captação de água.

"A distribuição do recurso se daria de maneira contrária ao que acontece nos poços de captação tradicionais. Em vez de bombas eletromecânicas que puxam a água para cima, o recurso seria enviado às casas pela força da gravidade, já que o aeródromo está num ponto alto da cidade", explica o parlamentar.

Segalla chegou a comentar a proposta com o presidente do DAE há algum tempo, mas a conversa não foi levada adiante. "Agora trouxe o projeto ao plenário. Minha parte eu fiz", diz.

ESTRUTURA

Como não se trata de uma única caixa d'água, mas várias delas unidas por vasos condutores, o Poder Executivo poderia construir a obra aos poucos. "Um governo faz três, o outro constrói quatro, e assim por diante", sugeriu.

Pelo projeto, cada caixa d'água teria 25 metros de comprimento por 10 metros de largura - além de 10 metros de profundidade -, além de um potencial de armazenamento superior a 2 milhões de litros.

Ao distribuir ao menos 40 delas ao longo de um quilômetro, a quantidade total de abastecimento superaria 80 milhões de litros d'água. O número, ressalta Segalla, é muito superior à soma do armazenamento de todas as caixas d'água da Prefeitura de Bauru, estimada em 56 milhões de litros.

O vereador contou também que já conversou com engenheiros e técnicos do ramo sobre o projeto. Pela sondagem que recebeu, cada caixa d'água custaria cerca de R$ 5 milhões. "Não é algo inviável para o município e pode evitar que Bauru volte a sofrer com racionamento.