Marília - A Polícia Civil de Marília (100 quilômetros de Bauru) concluiu, nos últimos dias, o inquérito policial sobre a morte de Donizeti Rosa, encontrado morto, amarrado e embalado em sacos plásticos e tecidos na rua Quatro de Abril, região central da cidade, na manhã de 9 de novembro deste ano.
As duas acusadas pelo crime, conforme o JC noticiou, são duas irmãs, Wania Santos Silveira, 52 anos, e Andrea Santos Silveira de Sousa, 49 anos, que foram flagradas por câmeras de segurança arrastando os sacos para o local onde o corpo foi encontrado. Desde 10 de novembro, elas seguem detidas temporariamente.
Com a conclusão das investigações, elas foram indiciadas pelos delitos de homicídio duplamente qualificado, cometido por meio cruel que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima e cometido para assegurar outro delito, além da ocultação de cadáver.
O delegado Luiz Marcelo Perpetuo Sampaio, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) representou pela conversão da prisão em preventiva, ou seja, sem prazo para soltura até o fim do processo e condenação. A medida não havia sido apreciada pela Justiça até o fechamento desta edição.
O pedido decorre do resultado das investigações que demonstraram que a vítima, que apresentava sinais de tortura, foi agredida antes de morrer. No documento policial, inclusive, uma das irmãs teria confessado ter agredido o aposentado antes do óbito.
Donizeti não tinha familiares em Marília. E, como possuía problemas de mobilidade não tinha condições mínimas de defesa. Segundo a polícia, ele vivia com as duas em um apartamento no Centro e dependeria delas, que atuavam como cuidadoras, para algumas atividades.
O corpo dele foi encontrado após comerciantes acionarem a polícia por desconfiarem do forte odor que os embrulhos exalavam. Na ocasião, a polícia afirmou que, em razão do estado de decomposição, a morte havia ocorrido há alguns dias.
O relatório apontou também que a vítima foi identificada pelas digitais. E que, após o corpo ser encontrado, os policiais localizaram com as irmãs o cartão bancário do aposentado. Movimentações que elas teriam realizado na conta bancária dele, como empréstimos consignados, por exemplo, ainda são investigadas.
Com a conclusão do inquérito, o caso será remetido ao Ministério Público, que pode pedir novas apurações ou oferecer a denúncia contra as irmãs para a Justiça.
RAPIDEZ
Delegado Seccional de Marília, Wilson Frazão ressalta o fato de as investigações terem sido concluídas em menos de um mês.
"A DIG de Marília tem demonstrado extrema dedicação na investigação dos principais crimes que são de sua atribuição, como os homicídios. O acompanhamento de todas as etapas do caso, desde as primeiras horas da localização do corpo até a perícia, ajudou", comenta Frazão.
"Agora, as investigações ainda prosseguem para identificar outros crimes cometidos pelas duas, em desfavor da vítima, como empréstimos consignados em sua aposentadoria do INSS", finaliza o delegado.