11 de julho de 2026

O imponderável e suas contraditas posições partidárias brasileiras!

Por Arsenio Sales Peres |
| Tempo de leitura: 4 min
O autor é professor associado 3 da USP, aposentado, mestre, doutor e livre docente

Por vezes me ponho a avaliar o imponderável, apesar de ser um tema assaz adulto, vislumbro o teor analisado balançando numa gangorra escandalosamente demagoga em contrastes onde as extremidades se alternam em altos e baixos pelos dirigentes partidários como se brincassem com as alternâncias trocando de lado sem respeitar que aquele balanço há de propor sensação de igual teor aos que se submetem serem atores com a retidão de uma criança e sua inocência ao respeitar seu opositor quando galga o estar em acima e abaixo como regra incontestável. Trocar de lado é o imponderável?

O que aflige o brasileiro, os verdadeiros problemas do País estão acumulados no cotidiano, e não é benefício e/ou malefício de campanha de direita ou esquerda. Bem, ao menos, não deveria ser. O que assusta é a troca de teor como se muda de roupa.

Em época de Copa do Mundo, futebol em alta a maior, vamos raciocinar um pouquinho por analogia. Imaginem um torcedor de um time qualquer simplesmente trocar de time do dia para a noite? E o motivo seria ganhar uma camiseta do rival. Poder-se-ia dar um jogo de camisa completo que um apaixonado pela sua torcida nunca irá migrar de uniforme.

Políticos, quando não eram governo se quer apertavam as mãos daqueles que inopinadamente e demagogicamente obtinham a caneta governamental, produzindo a todo brado em seu quadrante político um vasto discurso demeritório daqueles mencionados como pessoas com falta de dignidade e tão grande arrepio a uma qualidade que nunca possuiu como representante do povo.

E que se fique bem claro, o que se passou há anos não reside numa salvação com uma direita conservadora e nem tão pouco com as costuras da esquerda com uns que não sabem o que são ainda, é um fenômeno de prática política.

Saímos de um governo que encorajou a violência, valorizou a exclusão social, fechou os olhos para a degradação ambiental, misógino, homofóbico, negacionista e com requinte populista autoritário. É o imponderável? Não, mas a pandemia, sim, chegou do nada e agregou dificuldades dignas de nota.

A percepção crítica desse percurso social nos apresenta, agora, elementos para se comportar untado em ética e não em aventura política desmedida, no intuito de proporcionar aos brasileiros conviverem entre si e com os demais povos, educadamente diante de um horizonte ainda não avistado, que não seja por conta do imponderável, saibamos que somos integrantes ativos da biosfera, não apenas locadores, somos muito mais, protagonistas da história, não torcedores. E os que assumem condizem com o legado que se necessita deixar marcado?

Estamos em crise? Não é que estamos, vivemos em crise e, a pior delas, moral. Não é o imponderável!

Parte da população brasileira se desconectou da família, dos amigos, abraçaram uma espécie de delírio coletivo sem medida e propósito, não se compara, nem em mérito ou forma, aos anos 80 com uma luta que nos levou a promulgação de uma nova Carta Magna. Lá fomos todos constituintes! Lembrem-se que a esquerda elegeu a direita e a direita elegeu a esquerda. Não foi o imponderável!

Tudo é um foco só, que uns (governo atual) e outros (governo futuro), não poderiam e não podem deixar de priorizar: orçamento. E para resolver isso o caminho é bem fácil a eles (uns e outros), basta penalizar a população, ou melhor, parcela da sociedade.

Enquanto população precisamos exorcizar o imponderável, vamos exigir, cobrar, insistir e sempre de maneira que os políticos, se coloquem em seus lugares, assim o executivo que receba do legislativo os sinais. Democracia, um convívio civilizado!

Será um desafio e tanto, e aí, entram os líderes partidários. Uma abordagem coerente e proativa representa toda a carga real de sucesso, desde que, verdadeiramente de forma séria.

Vejamos, não se precisa apelar ao gênio da lâmpada, façamos que chegue o recado ao novo Governo que o Brasil necessita da formatação da Estratégia de Estado: - Política externa - diversificação de dependência; - Emprego - criar meios; - Rendimentos e fiscalização tributária - estabilidade empresarial e criar programa de combate à sonegação fiscal; - Eliminar os vícios da burocracia - rever as tratativas criadas de desburocratização; - Investir em Educação, Cultura, Ensino, Pesquisa e afins - solidificação do investimento; - Saúde - dar sustentabilidade ao SUS eliminando a iniquidade; - Economia - criar oportunidades de investimento com desenvolvimento sustentado.

Não é pedir muito para políticos de uns e outros? Não seria a hora de repensar o Presidencialismo no Brasil? Iniciativa popular, plebiscito, referendo são consultas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância de natureza constitucional, legislativa ou administrativa. Caberia ou cabe?

O Parlamentarismo...