11 de julho de 2026
PROTESTO

Manifestantes seguem em vigília na frente da 6ª CSM, no Centro

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Richard Marques
Na última terça (15), Dia da Proclamação da República, foi grande a presença em frente à 6.ª CSM; na ocasião, participantes cantaram o hino e fizeram orações

Os manifestantes que protestam em Bauru desde o final das eleições continuam a vigília em frente à 6.ª Circunscrição de Serviço Militar (CSM), na quadra 3 da rua Bandeirantes, no Centro, que segue interditada. Neste domingo (20), os atos completam 20 dias e devem seguir por tempo indeterminado. Participantes afirmam que devem permanecer no local até que recebam confirmações da legalidade do último pleito eleitoral e também da candidatura do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Conforme o JC tem noticiado, o grupo se reveza diariamente na rua Bandeirantes desde a manhã de 2 de novembro, mesma data em que a rodovia Marechal Rondon foi liberada pelos manifestantes. Na última terça, feriado da Proclamação da República, os concentrados se uniram no trecho para fazer orações e cantar o Hino Nacional. O protesto é formado por pessoas normalmente trajadas com as cores da bandeira do Brasil e por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"No meu ponto de vista, as manifestações devem permanecer como estão até que haja uma confirmação da legalidade do pleito, que as denúncias [de fraude] sejam apuradas e tenhamos uma resposta do que foi levantado nas perícias e auditorias, seja das Forças Armadas, dos partidos ou das instituições particulares que foram contratadas. E que as Forças Armadas respondam em virtude dos pedidos que têm sido feitos nas portas dos quartéis, que coloquem lisura e tirem as dúvidas daquilo que foi demandado como suspeito [nas eleições]", relata o manifestante Renato Tavares.

"Estamos lutando pela nossa democracia. A minha, a sua, de todo mundo. Falam que tem a ver com bolsonarismo, de ser contra o PT, mas, na realidade, não é isso. É contra a forma como estão sendo usurpados nossos direitos. Foi uma eleição que ninguém pode comprovar o que é verdade e o que não é", opina um outro integrante do protesto, que pediu para não ser identificado na reportagem.