11 de julho de 2026
SAÚDE

Com 97 captações de órgão em um ano, Hospital de Base conquista premiação

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Divulgação
Isabela Pompilio Ferreira, Paula Dalsoglio Garcia, Jean Gorinchteyn, Kerulin Mayara Saia e Valdineia Pires Santos

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital de Base de Bauru conquistou o prêmio de maior captador de órgãos/1000 óbitos, entre todas as comissões geridas pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Botucatu, que integra o Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo. Foram 97 em um ano.

Os órgãos e tecidos captados no Base são alocados aos respectivos receptores pela Central Regional de Transplantes, situada em Ribeirão Preto e responsável por fazer o direcionamento de cada órgão e tecido conforme demanda na lista de transplantes.

"O prêmio representa que estamos no caminho certo, pois apesar de todas as adversidades da Covid-19 em 2021, continuamos nosso trabalho de maneira séria e comprometida com o programa de transplantes", comenta a médica nefrologista Paula Dalsoglio Garcia, coordenadora da CIHDOTT do Hospital de Base.

De janeiro a dezembro de 2021, o Hospital de Base captou 30 rins, 11 fígados, 1 coração, 2 pulmões, 52 córneas e uma captação de osso. O Secretário Estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, entregou uma placa simbolizando o prêmio à nefrologista e a três enfermeiras representantes da equipe da CIHDOTT do Hospital de Base, Isabela Pompilio Ferreira, Kerulin Mayara Saia e Valdineia Pires Santos, durante o 2.º Encontro Estadual das Comissões Intra-hospitalares de Transplantes do Estado de São Paulo, realizado na Capital.

A equipe da comissão do Base é formada por um médico coordenador e sete enfermeiros, sendo um deles o responsável pelo setor. O serviço funciona todos os dias (24h).

DOAÇÃO

O Brasil possui 56.847 pacientes aguardando na fila de transplantes. A maioria deles (32.481 pacientes) aguarda a doação de um rim. Os dados foram divulgados, em junho de 2022, pelo Ministério da Saúde. A fila teve um aumento de 7% em relação a setembro de 2021.

"O mais importante é que as pessoas conversem sobre a morte e desejo de doar órgãos. No Brasil, a doação só é possível se um parente de primeiro ou segundo grau autorizar a doação. Por isso, se você conversar previamente com sua família e manifestar o desejo de doar os órgãos, você tirará o peso da decisão dos familiares, que devem autorizar ou não a doação, no momento mais difícil da vida deles: a perda de um ente querido", conclui Paula Garcia.