24 de junho de 2026
BAURU

Com verba liberada, prefeitura analisa projetos para tornar viaduto mão dupla

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Bruno Freitas
Ponte é projetada para ligar a Nuno, antes da canalização do Rio Bauru, para conectar a via com o viaduto Falcão-Bela Vista, transformando alça em mão dupla

Dois projetos de ponte estão sendo estudados pela Secretaria de Obras de Bauru, que aposta na estrutura para transformar em mão dupla o viaduto Nicola Avallone Júnior, ligação da Vila Falcão ao Bela Vista. Assim que houver uma decisão, o município fará uso de R$ 1.180.000, verba parlamentar do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), liberada há dois meses. A expectativa é dar início à licitação no próximo ano e implementar mudança em 2024.

Atualmente, o viaduto é exclusivamente acessado pelo motorista na altura das praças Espanha e Itália sentido Nuno de Assis. E é justamente dessa avenida que partirá o elevado a ser construído, na região abaixo do Fórum do Bela Vista.

“O recurso (de Carlos Sampaio) veio carimbado para infraestrutura e deverá ser usado para pavimentar a ponte. Ela vai melhorar muito a vida das pessoas, que terão o percurso diminuído, no final da tarde, de 15 para 3 minutos, além de desafogar o centro da cidade”, destaca o presidente do Legislativo da cidade, Markinho Souza.

Foi ele quem intermediou o valor para ser aplicado na cidade junto a Carlos Sampaio. Por meio de Diário Oficial, o vereador Pastor Bira (Podemos) também requereu a implantação da ponte de concreto no local, inclusive interligando rua Miguel Buso, no Jardim Bela Vista.

Segundo a prefeita Suéllen Rosim (PSC), a Secretaria de Obras está, neste momento, na etapa de revisão dos projetos, para escolher qual dos dois estudos vai utilizar.

Como será

O secretário de Obras, Leandro Joaquim, explicou que a ponte é considerada de baixo custo para os cofres públicos: devem ser investidos entre R$ 2,5 e R$ 3 milhões. “Como ali é uma via de fluxo rápido, temos que ter muita cautela para proporcionar fluidez e segurança. O acesso (ao elevado) não pode ser em 90 graus, mas, sim, em 45 graus, ângulo seguro para o sentido bairro-centro, além de distribuir bem o trânsito”, comenta o titular da pasta.

Atualmente, a faixa de rolamento do viaduto, em mão única, conta com 10 metros de largura. A medida, segundo Leandro, é suficiente para a implementação da mão dupla, futuramente. A velocidade máxima permitida no trecho é de 50 quilômetros por hora. “Precisamos trabalhar junto com a Emdurb para criar ali uma faixa de acomodação, para carros que eventualmente apresentem problemas. A ideia é ter um ponto seguro de parada”, frisa.

Ainda segundo Leandro Joaquim, a estimativa é que a licitação saia no início de 2023. Depois de iniciada, pela sua experiência, a construção deve durar 12 meses, sendo finalizada possivelmente no início de 2024.

Outra alça

Depois de a nova ponte ficar pronta, Leandro Joaquim prevê um estudo de fluxo de tráfego, com medição periódica na alça que passará a ser mão dupla, para verificar a necessidade ou não de investimento em uma segunda alça do viaduto, que nunca ficou pronta. No local, ainda hoje é possível verificar as estacas não utilizadas. “Precisamos também estudar o que faremos com o anel ferroviário daquela região”, acrescenta o secretário de Obras.

Histórico

Em 2015, depois de 22 anos do início das obras, o viaduto Nicola Avallone Júnior, que ficou conhecido como 'Viaduto Inacabado' pelo tempo transcorrido, foi liberado para o tráfego com a inauguração de uma de suas duas alças. Era 1 de agosto daquele ano, aniversário de 119 anos da cidade, gestão Rodrigo Agostinho (PSB).

Na época, conforme noticiou o JC, a cerimônia foi possível graças à liberação de R$ 5 milhões pelo Ministério das Cidades. O dinheiro foi indicado por emenda da bancada paulista da Câmara dos Deputados, em 2011.

O município também aplicou no local, em 2015, mais de R$ 800 mil no sistema de iluminação.