Mais uma vez, a exemplo do que acontece a cada quatro anos, tivemos a oportunidade de presenciar mais um pleito eleitoral, considerado o mais acirrado da história do nosso país, uma eleição que se configurou ser o marco em nossa democracia.
À vista dessas primeiras observações, vivenciamos pela primeira vez manifestações após anunciado o resultado das urnas, um fato nunca visto nas eleições passadas e que resultou como mero inconformismo do lado perdedor em desrespeito à democracia vigente em todo o país.
Passados alguns dias e a persistência desses inconformados, nossas rodovias se encontram desbloqueadas, porém, há razões para uma análise mais aprofundada, a fim de se chegar a uma conclusão a contento sobre a derrota do atual presidente da República e a vitória do novo presidente eleito democraticamente.
Algum motivo se evidencia com o descontentamento de milhões em torno da vitória do vencedor e essas manifestações não surgiram do nada e a impressão que se tem é de que foram construídas e colocadas em prática no momento em que havia necessidade em função da contrariedade desde o momento em que o vitorioso se lançou candidato ao Palácio do Planalto.
É evidente que existiram excesso de manifestações ocorridas após o resultado das urnas e que vieram a motivar prejuízos aos vários segmentos, principalmente por parte dos postos de combustíveis, acarretando dessa forma o abastecimento normal aos supermercados espalhados por todo o Brasil.
Já tivemos a oportunidade de presenciar manifestações, porém, não como essas últimas que deixaram rastros, ocasionados por um descontentamento em prejuízo de uma população sem justificativa plausível pela falta de reconhecimento de um pleito eleitoral anunciado pela autoridade máxima que é o presidente do Superior Tribunal Eleitoral.
A democracia não é construída para favorecer quem quer que seja. É justa, dentro da sua conduta de exercê-la, uma conquista do povo e que deverá se perpetuar ao longo dos anos, sem que hajam movimentações para desviar seus rumos para outra direção.
Existiram alguns rumores nas redes sociais, no sentido de uma intervenção militar como pediram em decorrência de um resultado de insatisfação por parte de todos aqueles que não reconheceram o que foi divulgado pelo órgão competente e constituído com toda lisura dentro da própria democracia.
Dessa forma, não há como aceitar o direito de quem quer que seja em recorrer da decisão do Superior Tribunal Eleitoral, já que as urnas são confiáveis e que dão ênfase à própria evolução do sistema de votação, lastreado por métodos que não deixam dúvidas sobre a sua autenticidade, diferente da contagem manual como era antigamente, até mesmo com o emprego da máquina de somar.
As causas levantadas nas últimas manifestações entende-se como equivocadas, pois não há elementos que comprovem a ilegalidade, já que o resultado das urnas é soberano, havendo ou não concordância, diante de um placar oficialmente anunciado por quem de direito e legalmente constituído.
Há de se ressaltar que esta última eleição mais disputada dos últimos tempos, o vencedor não atingiu sequer 51% dos votos, já que a alegria da vitória e o peso da derrota estiveram no mesmo patamar relativo aos números.
A democracia, por sua vez, não tem preço, mas tem custo e, na maioria das vezes, esse custo não é apenas financeiro; esse, na realidade, é o mais barato e o menos relevante quando analisamos os reflexos dos fatos na construção social de todos os segmentos de classe, partindo dos trabalhad?ores e de outras atividades profissionais.
Entretanto, agora o momento é de dar tempo, pois não há como torcer contra o país. O fato é que não podemos dormir em berço esplêndido e fechar os olhos como fizemos por tanto tempo, já que é nossa função permanecer alerta, independente do resultado obtido nas urnas eleitorais.
Pelo menos, de momento, não há outra alternativa senão torcer para que o novo governo cumpra as promessas de campanha e que sejam a expressão da verdade de forma que correspondam às aspirações populares.