10 de julho de 2026
BAURU

Aberta a temporada de vestibulares: cuidado com as revisões de véspera

Por Tânia Morbi | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O início da temporada dos cincos grandes vestibulares do País, com a primeira fase da Unicamp no último domingo (6), aumenta a apreensão entre os jovens que disputam por vagas nas principais universidades públicas ou por melhores condições em instituições particulares. Para minimizar o nervosismo, algumas dicas podem contribuir com os bons resultados, já que, mesmo diante de todo esforço e dedicação nos estudos, o emocional, muitas vezes, afeta o desempenho. Uma das orientações, por exemplo, é ter cautela com as revisões às vésperas dos exames.

Depois da Unicamp, o próximo desafio é a primeira fase do Enem, cujas provas ocorrem neste domingo (13).

No feriado do dia 15, é dada largada ao Vestibular da Unesp; e, no dia 4 de dezembro, será realizada também a primeira etapa da Fuvest (veja datas no quadro ao lado).

CONCENTRAÇÃO

Diretor de ensino e de cursinho pré-vestibular do Preve Objetivo, Eduardo Peres comenta que as revisões de conteúdo, promovidas semanas antes das provas, podem aumentar a segurança do estudante. Ele alerta, porém, que é preciso cuidado com aquelas feitas na véspera, uma vez que possuem efeitos diferentes para cada um. "Se o aluno sentir que pode contribuir, invista algumas horas na véspera. Mas, se sentir que vai atrapalhar, é melhor fazer como no futebol e apenas se concentrar".

A concentração também é uma recomendação de João Alfredo Carrara, diretor pedagógico do Colégio Rembrandt. Para ele, as revisões podem ajudar a atualizar informações, mas não devem servir para aprender o conteúdo. "Mesmo que estude, o aluno precisa reservar um tempo na semana do vestibular para se dar uma recompensa".

Assim, sua recomendação é evitar a revisão de véspera e, se a fizer, que seja leve, apenas em pontos específicos. "É como uma equipe esportiva. Se vai fazer um jogo, deve se concentrar, estar com os pares, uns apoiando os outros", opina.

SISTEMA TRI

Carrara lembra que, no Enem, a pontuação não é pela regra de maior acerto, e sim pelo sistema de Teoria de Resposta ao Item (TRI), uma espécie de "régua" que varia de 100 em 100 pontos, sendo 500 o nível central.

Cada questão da prova é posicionada de acordo com seu grau de dificuldade. As perguntas medianas ficam perto do 500, com as mais fáceis abaixo desse índice e as mais difíceis acima dele.

Por isso, a recomendação do especialista é para que o aluno se concentre nas questões mais fáceis e nas medianas, aumentando a chance de pontuação, já que a probabilidade de errar as difíceis é maior.

Considerando que o Enem é o segundo maior processo seletivo do planeta - e que representa a possibilidade não só de ingresso nas mais conceituadas universidades federais, mas também de descontos consideráveis em cursos particulares, dependendo da nota do aluno -, Eduardo Peres o define como uma "chave mestra", que pode, de formas diferentes, mudar a vida do estudante.

AMBIENTAR

Para a noite anterior às provas, o diretor pedagógico João Alfredo Carrara ressalta a importância do sono. Já ao dia do exame, reforça que a alimentação deve ser de fácil digestão para não exigir demais do organismo.

Ele também lembra que chegar com antecedência nos locais é importante para o aluno se ambientar. "É importante hidratar bem o corpo e levar água. É preciso ainda não esquecer da caneta preta transparente. E o ideal é chegar antes para olhar qual a sala, saber onde estão os banheiros. Se chegar cinco minutos antes das provas, pode ter ainda mais tensão", conclui.

PÓS-PANDEMIA

Se todo esse clima de vestibulares já mexe com as emoções, a insegurança entre os alunos que vêm do ensino médio aumentou, na opinião de Eduardo Peres, neste período pós-pandemia, como consequência do menor tempo de aulas presenciais.

Então, lidar com a ansiedade e o nervosismo são pontos considerados ainda mais importantes agora, já que podem drenar a energia necessária para o raciocínio e respostas das questões. "A melhor ideia é ter calma e confiança, e entender que o vestibular é um primeiro caminho, uma primeira chance. Mas, que outras também virão", orienta.