09 de julho de 2026
DETIDAS

Vítima de crime é identificada e mulheres são detidas em Marília

Por Marcele Tonelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Redes sociais/Divulgação
Imagens do circuito de segurança do Centro de Marília mostraram mulheres detidas arrastando o corpo para a calçada onde foi achado

Marília - Foi identificado, nesta quinta-feira (10), o corpo com sinais aparentes de tortura encontrado, na manhã da última quarta (9), no Centro de Marília (100 quilômetros de Bauru). Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a vítima era Donizete Rosa, de 60 anos, natural de Gália. Ainda nesta quinta (10), duas mulheres, de 52 e 49 anos, que moravam com Donizete, foram detidas pela Polícia Militar suspeitas de cometerem o crime. Imagens do circuito de segurança do Centro da cidade, inclusive, mostraram ambas arrastando o corpo para a calçada onde ele foi encontrado.

Nesta sexta-feira (11), alguns familiares de Donizete, que são moradores de Pederneiras, viajarão a Marília para fins de reconhecimento da vítima.

Conforme o JC noticiou, o corpo foi encontrado com os pés e mãos amarrados para trás e embrulhado em sacos plásticos, na calçada do estacionamento de uma agência bancária na rua Quatro de Abril.

Segundo explica o delegado Luís Marcelo Sampaio Perpétuo, Donizete tinha debilidades físicas e era morador de um prédio com poucos moradores que fica a alguns metros do lugar onde o corpo foi encontrado. Em diligências realizadas, os policiais descobriram que ele morava com as duas mulheres que, posteriormente, foram identificadas no vídeo, arrastando o corpo de frente do prédio para a calçada.

A prisão de W.S.S., de 52 anos, e A.S.S.S., de 49 anos, contudo, foi cercada por dúvidas. Na manhã desta quinta (10), elas gritaram no Centro da cidade que teriam sido roubadas e populares acabaram acionando a PM. Os militares desconfiaram delas e, em abordagem, localizaram três pinos de cocaína, motivo pelo qual ambas foram conduzidas à delegacia.

Acionada, a equipe da DIG reconheceu as mulheres como sendo as suspeitas pela morte de Donizete.

"Elas negam que tenham matado. Dizem que saíram e quando voltaram ao apartamento o encontraram morto. Mas os depoimentos são contraditórios em vários momentos. Uma delas chega a dizer que já bateu nele uma vez. E há ainda o estágio de decomposição. Acreditamos que a morte tenha ocorrido entre 8 e 10 dias antes", cita o delegado.

O vídeo que mostra o corpo sendo arrastado por elas foi gravado por volta das 0h15 de 9 de novembro.

Segundo Perpétuo, elas são vistas chegando ao prédio com um taxista. Poucos minutos depois, elas descem com o corpo embrulhado. O taxista, contudo, nega continuar a corrida, o que faz com que elas desovem o corpo por lá mesmo.

"Em depoimento, uma delas diz que a intenção era de levar o corpo para um local ermo, atrás de uma empresa de bebidas da cidade", pontua o delegado.

No fim da tarde desta quinta (10), a Justiça concedeu prisão temporária por 30 dias para as duas mulheres.

A Polícia Civil, agora, busca mais informações sobre as suspeitas, que chegaram até a dar nomes diferentes na delegacia. Elas seriam de Minas Gerais e estariam vivendo em Marília há pouco tempo.

No apartamento do idoso, a polícia localizou sinais de sangue apreendeu extratos bancários com empréstimos na ordem de R$ 25 mil, que eram descontados em conta da vítima.

INSCRIÇÕES

A Polícia Civil descartou a relação entre o crime e as inscrições "Jack" e em mandarim encontradas nos sacos plásticos nos quais o corpo estava embrulhado. "São embalagens de produtos importados e que são usados normalmente pelo comércio. Ao que tudo indica, elas recolheram esses sacos mais fortes apenas para colocar o corpo", resume o delegado Luís Marcelo.