A Polícia Civil de Bauru, por meio da 3.ª Delegacia de Investigações de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), prendeu uma mulher de 37 anos por matar um homem de 63 anos a tijoladas. Segundo a corporação, a suspeita, que era vizinha da vítima, confessou o crime, ocorrido no Parque Santa Edwirges.
Conforme o JC noticiou, o corpo de José Carlos de Almeida foi encontrado no dia 12 de outubro após vizinhos sentirem forte odor vindo da residência, localizada na quadra 2 da alameda Archimedes. Ele estava em seu quarto, onde havia marcas de sangue nas paredes e móveis.
Ao lado da cabeça da vítima, foi apreendido um tijolo com manchas de sangue e danificado. Já sobre a cama, havia um cofrinho de louça quebrado, sendo que a carteira de Almeida estava revirada no armário.
Diante do cenário, as equipes da Polícia Civil não descartaram a hipótese de latrocínio - roubo seguido de morte - e iniciaram as investigações.
PASSO A PASSO
Segundo o delegado Cledson do Nascimento, da Deic, foi apurado, junto aos demais moradores do bairro, que duas vizinhas da vítima, mãe e filha, haviam saído do imóvel onde moravam na manhã do dia 8 de outubro, usando uma viagem compartilhada por aplicativo.
No dia seguinte (9), um caminhão encostou na casa dessas mulheres e realizou uma mudança. Na ocasião, uma delas ainda teria deixado a chave da residência da vítima com outra moradora do Santa Edwirges, dizendo que José Carlos havia “viajado”.
“Identificamos fotograficamente essa vizinha (a mãe) como sendo A.P.F., de 37 anos. Também apuramos que, naquele sábado pela manhã, ela havia levado uma televisão e um micro-ondas da vítima durante a viagem que fez por aplicativo”.
As equipes, então, fizeram contato com a filha de José Carlos de Almeida, em Araraquara, que informou terem sido subtraídos da casa do pai uma TV de 50 polegadas e o forno micro-ondas, ambos novos, além do telefone celular e de dois cartões bancários.
PRISÃO
Assim, foi representada pela decretação da prisão temporária da suspeita e, após investigações, apurou-se que ela estava residindo em uma quitinete na alameda Saturno, endereço também alvo de busca e apreensão.
“Na manhã desta segunda (7), ela foi localizada e conduzida a esta delegacia, onde, em formal interrogatório, confessou as agressões que culminaram com a morte da vítima, alegando que os fatos ocorreram durante um desentendimento após uma investida frustrada de José Carlos para um ato sexual.
Disse que se apoderou dos bens depois das agressões e morte, pois pretendia vendê-los e dar como entrada em uma nova moradia”, complementa Cledson do Nascimento.
A acusada acabou se desfazendo tanto do micro-ondas quanto da televisão levadas e, apesar de ter subtraído os itens, a Polícia Civil acredita mesmo que o caso seja assassinato, e não latrocínio. “O jeito da morte e a arma utilizada, um tijolo, condizem com o homicídio”, fecha a questão o delegado.
A autora do crime foi encaminhada para a Cadeia Pública de Avaí e segue à disposição da Justiça.