A Defesa Civil Municipal deverá realizar, dentro dos próximos 15 dias, intervenções emergenciais na calha do Rio Bauru para aumentar a vazão do leito no trecho que fica próximo à quadra 1 da avenida Alfredo Maia, entre a Vila Falcão e o Jardim Bela Vista, sob o Viaduto Nicola Avallone. O objetivo da obra, segundo o órgão, é reduzir as chances de inundações na via - considerada um dos pontos mais críticos de alagamentos da cidade - e em imóveis onde funcionam oficinas para conserto de vagões de trem próximos ao local, principalmente durante o período de fortes chuvas.
Engenheiro agrônomo e coordenador da Defesa Civil do município, Marcelo Ryal explica que a "floresta" de árvores leucena (espécie que, conforme o JC noticiou, está entre as 100 piores invasoras do mundo,) nos arredores do rio e o assoreamento do leito por conta da queda de terra nas margens são os principais causadores do estreitamento do caminho que a água percorre nesse ponto.
"Quando a cidade é atingida por uma forte precipitação, o leito não tem condição de dar vazão ao volume de água e ocorrem alagamentos. Por isso, será necessário usar uma máquina PC (retroescavadeira) para retirar terra e desassorear o rio, além de remover as leucenas, que também dificultam a passagem de água, e, assim, dar mais espaço para a água fluir. Esse serviço é emergencial e deve ser feito o quanto antes, por conta da aproximação do período de chuvas", detalha Ryal, complementando que, "depois, a Semma (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) deverá reflorestar a margem do Rio Bauru com espécies nativas".
'ESTANCADO'
Além disso, próximo a este mesmo local, parte de uma tubulação de interceptores de esgoto do DAE está, de acordo com a Defesa Civil, obstruindo a passagem da água que sai das oficinas de conserto de vagões, deixando o líquido "estancado".
"Para resolver, é necessário que o DAE construa um sifão entre seus interceptores e o sistema de drenagem da antiga rede ferroviária federal, para permitir que a água passe por baixo deste tubo e encontre o leito do Rio Bauru, que está logo abaixo", conclui Marcelo Ryal.