10 de julho de 2026
PROTESTO

Vigília será mantida em frente à 6ª CSM, em Bauru

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Bruno Freitas
Manifestantes mantêm, em frente à 6.ª CSM, barraca com água e alimentos, pois permanecerão por período indeterminado

Sem prazo para ser encerrada, uma vigília seguirá, em frente à 6.ª Circunscrição de Serviço Militar (6.ª CSM), na quadra 3 da rua Bandeirantes, Centro de Bauru. Alguns manifestantes contrários à candidatura de Luís Inácio Lula da Silva, que foi eleito presidente da República no último domingo (30), passaram a noite no local, onde a aglomeração aumentou na manhã desta quinta-feira (3). Cerca de 50 pessoas estão no endereço neste momento.

Segundo o JCNET/Sampi apurou, a ideia dos integrantes do protesto é fazer um revezamento, de forma que sempre haja um grupo neste trecho, que segue interditado. Por lá, foi instalada uma barraca, onde estão acondicionados água, café e alimentos.

Vestidas com as cores da bandeira do Brasil, manifestantes chegaram à 6.ª CSM na manhã quarta-feira (2). Com a liberação da rodovia Marechal Rondon, outro grupo seguiu até lá marchando atrás de um trio elétrico. Organizadores estimaram um público de até 5 mil pessoas, durante a tarde, uma vez que o ato foi ganhando adesão ao longo do dia.

"Estamos inconformados com as eleições desde a aceitação da candidatura de Lula. Também acredito que houve falta de paridade nas propagandas. Além disso, queremos a recontagem de votos", aponta Renato Tavares, presidente do Instituto Direita Bauru.

Uma faixa com os dizeres "O povo brasileiro quer intervenção federal (artigo 142). Deus, Pátria e Família" estava presa na lateral do trio elétrico.

RODOVIA

Após um dia de intensas negociações com forças policiais e até com aplicação de multas, os manifestantes resolveram liberar a Marechal Rondon (SP-300), em Bauru, no final da tarde desta quarta-feira (2), assim como ocorreu em praticamente toda a região e em outras cidades do Brasil. O trecho urbano da rodovia, próximo do trevo de acesso à av. Nações Unidas, começou a ser desinterditado por volta das 17h10 e, cerca de meia hora depois, a via estava completamente reaberta ao tráfego. Conforme o JC tem noticiado, o grupo que ocupava a Rondon desde as 18h da última segunda-feira (31).

A liberação da Marechal Rondon neste feriado de Finados foi pacífica, porém, registrou divergências e resistências.

Pela manhã, a Polícia Rodoviária pontuou que, após as 11h, multaria cada um que estivesse interrompendo o fluxo. Diante disso, um grupo deixou a pista, contudo, outros resolveram manter o trânsito bloqueado. Até mesmo toras de madeiras foram colocadas sobre as faixas de rolamento da rodovia.

O Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) esteve no local no início da tarde, mas não conseguiu convencer os manifestantes a saírem. Houve negociações e os policiais deram prazo até 17h ao protesto, horário em que o Baep retornou.

Após novo diálogo junto aos comandos da Polícia Rodoviária e do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), os integrantes do movimento resolveram ceder e iniciaram o desmonte das barracas que haviam sido erguidas para distribuição de alimentos e água.

Na sequência, houve limpeza das vias por funcionários da ViaRondon e, aos poucos, os caminhões que ainda estavam estacionados na faixa de rolamento da rodovia começaram a deixar o local.

O sentido Capital-Interior foi o primeiro a ser aberto para o trânsito. Depois, foi a vez da pista contrária. Por volta das 17h40, a Rondon estava completamente desinterditada. Vale destacar que as marginais já estavam liberadas desde o dia anterior (1).

"Nossa missão aqui foi ajudar para que uma liberação tranquila ocorresse, garantindo a integridade de todos. Havia muitas mulheres, crianças e idosos no protesto", comenta o tenente-coronel Paulo Cesar Valentim, comandante do 4.º BPM-I.

Segundo o comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar Rodoviária, capitão Gabriel Eleutério, houve a aplicação de algumas autuações de R$ 5,8 mil por interrupção do tráfego e outras por estacionamento irregular nas imediações da via. O número total de multas, porém, não foi detalhado. "Estamos atentos e continuaremos com efetivo reforçado para evitar que manifestantes voltem a ocupar as rodovias", conclui o capitão.