23 de fevereiro de 2026
PROTESTO

Sob clima tenso, rodovia Marechal Rondon em Bauru segue interditada

Por Bruno Freitas | Com Cidade 360
| Tempo de leitura: 3 min
Vinícius Pereira/Cidade 360
Polícia Militar pedindo para caminhoneiro liberar marginal da Rondon

As faixas expressas da rodovia Marechal Rondon (SP-300) em Bauru permanecem completamente interditadas nos dois sentidos, nesta terça-feira (1), com bloqueios feitos por manifestantes na altura do quilômetro 340, proximidades do trevo de acesso à avenida Nações Unidas. O clima ficou tenso no trecho, onde integrantes do protesto também tentaram interromper totalmente o tráfego nas marginais, que seguem parcialmente liberadas.

A tentativa de impedir por completo o trânsito nas marginais contraria a orientação do Policiamento Rodoviário, que precisou intervir, conforme noticiou o Programa Cidade 360, uma parceria do JC, JCNET/Sampi com a 96FM. Por conta da situação, há grande engarrafamento nas vias expressas, nesta manhã, entre a base da Polícia Militar Rodoviária e o trevo da Rondon com a Nuno de Assis, próximo ao Posto Graal. Também há congestionamento nas marginais, já que o tráfego é muito lento.

Alguns embates têm sido registrados pela reportagem entre motoristas que precisam cumprir compromissos e as pessoas que mantêm o ato. Os condutores devem evitar a Rondon e procurar rotas alternativas.

O protesto em Bauru foi iniciado por volta das 18h desta segunda-feira (31), organizado por caminhoneiros bolsonaristas com participação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, derrotado no pleito de domingo (30) para Lula. Atos semelhantes ocorreram também na região e por todo o País.

O movimento em Bauru chegou queimar pneus, na noite desta segunda-feira (31). Depois, prosseguiu com a adesão de pedestres que participavam de outro ato nas imediações da Havan, com bandeiras do Brasil, pedindo por "justiça, honestidade e democracia".

O JC esteve no local e conversou ontem com pessoas que se pronunciavam por meio de caixas de som em uma caminhonete, na pista sentido Capital-Interior. "Somos pró-democracia. Temos a intenção de dar um grito ao Judiciário e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que nós, brasileiros, não concordamos com a soltura e com a candidatura do Lula. Não estamos nem falando em não aceitar o resultado das urnas, mas acreditamos que foi uma fraude eleitoral a candidatura dele. O Brasil foi solapado em sua democracia", aponta o representante comercial Felipe Alcântara, morador de Bauru. "Não queremos trazer ônus para ninguém bloqueando a rodovia, tudo aqui é feito de forma ordeira", completa.

"Nosso movimento é sem nome, individual e de organização natural dos cidadãos de bem. Os caminhoneiros nos ajudaram a fechar o trânsito e as pessoas foram simplesmente parando o carro também e vindo para cá", reforça o comerciante Silmar Thomazi. O gesseiro Elton Ramlov ficou sabendo do protesto pelas redes sociais e, ao sair do trabalho, passou para pegar a esposa e a filha a fim de todos participarem do ato. "Só viemos por ver que era seguro e pacífico. Estamos aqui pelo Brasil e pela melhor apuração de tudo que houve nessas eleições. A censura prejudicou o Bolsonaro", comenta o manifestante.

MULTA DE R$ 100 MIL/HORA

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou ainda nesta segunda-feira (31) que a Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Militares estaduais tomem medidas imediatas para desbloquear as rodovias do país.

Moraes acolheu um pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), apresentado também nesta segunda. O ministro do STF também ordenou ainda que donos de caminhões usados em bloqueios sejam multados em R$ 100 mil por hora.