08 de julho de 2026

Conviver é difícil

Por André Luiz Petraglia |
| Tempo de leitura: 1 min

Aceitar o pensamento diferente do nosso parece corroer nossa alma, faz com que nossa visão de mundo seja questionada, torturada e até mesmo destruída, não é? Esse negócio de ter ou não ter razão é algo muito complexo e ao mesmo tempo simples quando aprendemos duas coisas: primeiro, respirar fundo, contar até dez e não surtar com o choque de uma realidade diferente da nossa; segundo, nos colocarmos no lugar do outro e tentarmos enxergar sob um novo ponto de vista. Fácil? De forma alguma! Isso me remete aos filmes "Western" que assistia quando criança, onde os caubóis, descendentes dos pioneiros europeus, guerreavam contra os índios, aqueles nascidos naquelas terras. Difícil lembrarmos quem eram os mocinhos e quem eram os bandidos? Creio que não.

O que não fazemos é nos posicionarmos do lado oposto e, neste caso, normalmente nos identificamos com o "mocinho", pois essa é a visão do diretor da história e acaba sendo a nossa própria, pela zona de conforto em que estamos instalados e a preguiça de realizarmos qualquer questionamento, afinal, estamos apenas nos divertindo, não é? O mesmo ocorre com os filmes de guerra, com os romances e até mesmo com as comédias, todos sempre carregados da visão ideológica de quem nos oferece aquela história.

Hoje nosso país está dividido entre "nós" e "eles", entre o bem e o mal. Esta visão maniqueísta classifica com clareza as diferenças entre o preto e o branco e, certamente nos faz esquecer que entre um e outro existem, pelo menos, cinquenta tons de cinza.

Uma ótima quinta-feira para todos nós!

O autor é consultor de Comunicação e Liderança.