07 de julho de 2026
Geral

Ciesp

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 4 min

Bauru apresentou melhor performance entre regionais do Estado na PMO do Ciesp

Bauru apresentou melhor performance entre regionais do Estado na PMO do Ciesp

Texto: Andréia Alevato

O Ciesp divulgou a Pesquisa de Mão de Obra (PMO), realizada em todo o Estado. Segundo Domingos Malandrino, presidente da Comissão Municipal do Emprego, Bauru apresentou, em outubro de 98, um percentual positivo de 0,28%, de mão de obra da indústria. Entre outubro de 97 a outubro de 98, Bauru teve um percentual negativo de 1,33%, uma das melhores performances das 40 regionais do Ciesp do Interior do Estado. E, no acumulado de janeiro a outubro do ano passado, Bauru tem índice positivo de 0,56%.

Para Malndrino, esse percentual deve-se a performance do empresário bauruense, que está integrado com o atual momento econômico nacional e mundial e que sabe quais as medidas que devem ser adotadas para sua empresa.

"Eu acho que essa performance deve-se a qualidade do empresariado local, além da diversificação do parque industrial bauruense, que é muito diversificado", disse o presidente da Comissão Municipal do Emprego.

No ano passado, a Caixa Econômica Federal (CEF) pagou 59.336 cotas de seguro desemprego, o que significa R$ 12.503.840,00. em 97, a CEF pagou 59.757 cotas do seguro desemprego, no valor de R$ 11.756.597,00. Aproximadamente, 20 mil pessoas ficaram desempregadas, por algum período, em 97 e em 98. Comparando 97 e 98, o número de cotas pagas do seguro apresentou uma queda de 0,5%. Em 98, o Centro de Pesquisa e Encaminhamento para o Trabalho

(Cepet) preencheu 7.079 cadastros, sendo que 1.609 foram pessoas solteiras do sexo masculino, 1.910 solteiras do sexo feminino, 1.235 pessoas casadas do sexo masculino e 1.108 casadas do sexo feminino. Outros, foram 1.217 pessoas. Em 97, o Cepet cadastrou 8.461 pessoas. Comparando 97 e 98, houve uma queda de 19,52%. Malandrino disse que essas quedas mostram que o número de empregos na cidade cresceu.

"Tudo está ligado a adaptação e preparo do empresário em qualquer meio, seja ele do comércio, indústria, que se adaptou ao novo modelo econômico

- a economia globalizada - e procurou fazer na sua empresa coisas versáteis, buscando ganho de produtividade. Tudo está ligado ao ganho de produtividade. As empresas estão preparando seus empregados. Tem a ver também com qualificação profissional. E a tendência é essa, quem for melhor preparado vai conseguir uma vaga no mercado", afirmou. "Bauru está no rumo certo. O mercado de trabalho não cresceu como vinha crescendo, mas cresceu, e o caminho é esse", concluiu.

Já José Luiz Miranda Simonelli, diretor regional do Ciesp, afirmou que, em relação aos números da CEF, que aponta que aproximadamente 20 mil pessoas ficaram desempregadas por algum período durante o ano em Bauru,

é um número é muito alto, e que se o governo não mudar a política que tem adotado, a siatuação vai piorar.

"Infelizmente, a visão da equipe econômica do país é monetarista. Existe uma preocupação focada no ajuste fiscal, em se arrecadar para pagar o que o governo deve, e ele acaba esquecendo que os empresários também têm que pagar suas contas, que os empregados têm que pagar suas contas. Ele fez o pacote do ajuste fiscal para que ele possa pagar a suas contas, e não criou nenhum programa paralelo para que o resto da população também pague suas contas, porque a política da atual equipe econômica

é monetarista. Quem gera emprego e quem produz não pode estar de acordo com a política da equipe econômica. A situação é extremamente preocupante, e se a política que o governo vem adotando não mudar, a situação vai piorar.

Simonelli disse também que o Ciesp tem se posicionando contra a política através do presidente da entidade e dos departamentos em São Paulo, e vai continuar se movimentando.

"A entidade vai continuar se movimentando, porque entende que o que está acontecendo não é o melhor para a Nação", finalizou.

O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), também apresentou um saldo positivo em 98, segundo a diretora técnica de serviço do PAT de Bauru, Nely Ariano Moura. Ela afirmou que, considerando a atual situação das empresas, que na maioria estão "descapitalizadas e vulneráveis", o balanço de 98 foi positivo.

"Apresentamos 68% de vagas ofertadas pelo comércio, 20% pela indústria e 12% pela prestação de serviços. Durante todo o ano, tivemos 1.034 candidatos cadastrados no programa", disse Nely.