07 de julho de 2026
Geral

Bombeiros

Solange Monteiro
| Tempo de leitura: 3 min

Corpo de Bombeiros têm dificuldade para manter os postos

Corpo de Bombeiros tem dificuldade para manter os postos

Texto: Solange Monteiro

O Corpo de Bombeiros está tendo dificuldades para manter os três postos em funcionamento devido ao arrocho que vem ocorrendo há dois anos e meio, segundo o comandante do 1.º Sub Grupamento de Incêndio de Bauru, capitão Rúbio Galharim.

De acordo com ele, existe promessa da Prefeitura Municipal de regularizar a situação com a arrecadação feita no início do ano. Ou seja, repassar o que é arrecadado com a taxa de incêndio ou sinistro, cobrado junto com o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

Sobre o projeto de revogação da taxa de incêndio, proposta pelo vereador Toninho Garmes (PSDB), o capitão disse que não concorda porque o valor da taxa é diretamente proporcional ao risco de incêndio que o imóvel representa. Segundo ele, uma indústria, por exemplo, paga mais do que casa de populares, o que torna a taxa justa.

De acordo com Galharim, a arrecadação da taxa feita pela Prefeitura Municipal foi firmada em um convênio em 1975.

No ano passado deveria ter sido repassado R$ 1 milhão, mas devido à situação econômica os bombeiros receberam apenas R$ 120 mil. Com isso, precisaram recorrer ao Estado e a empresas privadas, mas esse ano a situação está pior.

Galharim explicou que foi aberta uma licitação entre empresas para o fornecimento de alimentação, mas a empresa vencedora se recusou a fornecer os produtos porque a prefeitura já possuía dívida anterior.

Alternativa

Na sua opinião, uma solução para o problema seria a criação de um Fundo do Corpo de Bombeiros, que já existe em Botucatu, Avaré e diversas cidades do Estado do Paraná. Dessa forma, o valor arrecadado com a taxa de sinistro iria diretamente para o Fundo. Caso o projeto para revogar a cobrança da taxa seja aprovado, então constaria no orçamento da Prefeitura um valor "x" que seria depositado ali.

O Fundo poderia ter também a participação de Associações de Bairros, Associação do Comércio e da Indústria, com o objetivo de verificar onde o dinheiro está sendo usado.

Um valor realista, apenas para fazer a manutenção das viaturas e dos postos e para a alimentação, estimado pelo comandante é de R$ 30 mil por mês. Ou seja, com esse valor mensal não seria possível adquirir nenhuma nova viatura, por exemplo.

Estatísticas

Em 1998 o número de ocorrências atendidas pelos bombeiros aumentou 20% em relação ao ano anterior. As ocorrências que exigem a presença da Unidade de Resgate (UR) aumentaram 21% no mesmo período. "Esses dados significam que a cidade está precisando do serviço dos bombeiros", disse.

Segundo o capitão, os bombeiros estão realizando o seu trabalho no limite. As viaturas, por exemplo, precisam passar por manutenção constantemente, mas sem verba é impossível. Ele explica que quem sente isso é a própria população porque se um posto tiver que ser desativado, o deslocamento da UR, por exemplo, que demorava cinco minutos, passa a demorar 15.

Os bombeiros trabalham 24 horas ininterruptas, fazendo turnos e muitos, segundo o comandante, têm que dormir no posto.