07 de julho de 2026
Geral

Lucros coma chuva

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 3 min

Chuvas aquecem vendas de secadoras e guarda-chuvas

Chuvas aquecem vendas de secadoras e guarda-chuvas

Texto: Andréia Alevato

As constantes chuvas aqueceram as vendas de guarda-chuvas, sombrinhas, capas de chuva, secadoras de roupas, fraldas descartáveis, aumentou o movimento nas lavanderias e fez com que o preço das verduras e legumes subisse cerca de 100%.

Segundo Soraya Mussa Yusses, proprietária da loja ChuvaSol, as vendas aumentaram esta semana, e mesmo o estoque reforçado não foi suficiente para atender a demanda. Ontem, Soraya disse que vários modelos de guarda-chuvas e sombrinhas estavam faltando na loja. Ela disse também que muitas pessoas vão até a loja, mas por não encontrarem o modelo de guarda-chuva desejado, saem de lá "de mãos vazias", outras que compram qualquer modelo, porque querem o produto na hora, e até mesmo as pessoas que não gostam de usar guarda-chuva estão comprando esta semana, porque as chuvas não páram.

"Até os modelos que encalham na vitrine estão sendo vendidos. Guarda-chuva e sombrinha são produtos que só vendem em dia de chuva. Se amanhã parar de chover, as vendas caem cerca de 80%, e se o sol persistir no dia seguinte, as vendas praticamente zeram", completou a proprietária da ChuvaSol.

As capas de chuva também têm tido boa procura, mas a sensação do momento é o guarda-chuva "portaria". Esse guarda-chuva é bem maior que o convencional, geralmente usados em recepções de hotéis, mas que estão tendo rande adesão para serem usados individualmente.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Economia Informal de Bauru (Sinteib), Mário Augusto dos Santos, afirmou que a venda de guarda-chuvas e sombrinhas nos camelôs também sofreu um aumento significativo devido às chuvas constantes.

"O produto está esgotado nas barraquinhas, e o que chega, vende", completou.

As roupas também não secam com o tempo chuvoso. Para muitas mães, uma parte do problema pode ser resolvido com as fraldas descartáveis. No Confiança Max, a venda do produto subiu entre 15% e 20%, segundo Sebastião da Silva, coordenador de loja. Ele disse, que a fralda descartável

é um produto que tem boa venda na loja, mas que com as chuvas, as vendas aumentaram.

As vendas de secadoras de roupas também aumentaram esta semana. Na H. Bianconcini, por exemplo, as vendas subiram tanto, que a loja não tem mais nenhuma máquina para vender, segundo Edna Kimura, gerente comercial da H. Bianconcini. Ela explicou que as vendas aqueceram já na semana passada, quando as chuvas começaram. Ela disse também que a procura é muito grande.

"Estamos com o estoque zerado, não temos mais nenhuma secadora de roupa na loja. Na loja, as vendas aumentaram desde a semana passada, quando as chuvas começaram e não pararam mais", disse Edna Kimura.

A procura pelos serviços nas lavanderias também aumentou. Eliton Francisco Carvalho, da lavanderia ValMar, disse que o aumento foi aproximadamente de 30%.

"Algumas pessoas procuram a lavanderia só para secar as roupas, outras procuram para lavar e secar, e há ainda aquelas que procuram para o serviço completo, para lavar, secar e passar", completou Carvalho.

O aumento

As chuvas também fizeram com que os legumes e verduras sofressem um aumento de 100%, segundo dados de Cinthia Palombo Fonseca de Sousa, representante dos permissionários. Ela afirmou que as constantes chuvas estão estragando as plantações de verduras e legumes, e o que está sendo vendido em supermercados e sacolões é o que os proprietários dos estabelecimentos estão conseguindo retirar e que já estava mais velho, já que as novas estragaram com as chuvas.

"As chuvas fizeramm com que houvesse um aumento, já sentido esta semana, de 100%, porque a mercadoria já está faltando. A partir da semana que vem, vai faltar ainda mais, principalmente folhagem. Os proprietários dos estabelecimentos que não conseguirem legumes e verduras na região, como abobrinha, beringela, pepino, vão ser obrigados a comprar fora da região, e por isso os preços devem subir ainda mais", concluiu Cinthia de Sousa.