Presos do IPA que não retornaram estão na lista de foragidos
Presos do IPA que não retornaram estão na lista de foragidos
Dos 622 detentos do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru que saíram para as festas de final do ano, 42 não retornaram e já estão na lista dos foragidos da Justiça. O indulto de Natal é o que permite que os presos passem mais tempo fora do presídio.
Se recapturados, os detentos não retornam ao IPA, passam a cumprir a pena no regime fechado, perdendo o benefício de semi-aberto. De acordo com o diretor do IPA Edilson Neves Araújo Valim, os foragidos só poderão pleitear o regime semi-aberto, novamente, depois de cumprir mais 1/6 da pena.
Os detentos que não voltaram não residem em Bauru, segundo Valim. "Eles são da Capital, Campinas, Avaré, Barra Bonita e outras regiões do Estado".
O diretor lembrou que no domingo dois detentos se apresentaram com atestado médico. "Neste caso vamos abrir uma sindicância para comprovar a veracidade dos atestado. Os dois vão passar pela perícia e, se ficar comprovado que realmente estão doentes, eles continuam", disse.
Porém, no caso de não ser comprovada a doença, os dois retornam para o regime fechado. "Há ainda a opção deles perderem a oportunidade de passar a Páscoa com a família, que é a próxima saída."
O índice de detentos que não retornou ao presídio
é normal na avaliação do diretor. "A saída do final do ano é a que eles ficam mais tempos fora do presídio. O não retorno de 42 é considerado normal para nós", explicou. Os presos deixaram o presídio semi-aberto no dia 23 de dezembro e tinham até às 17 horas do dia 5 de janeiro para retornarem.
Assaltante sai da PII se passando por preso que está em Tremembé
Uma falha administrativa na Penitenciária II de Bauru permitiu que um assaltante com mais de 20 anos de reclusão a cumprir saísse pela porta da frente. O preso Ronaldo Alício das Graças Silva, 34 anos, usando de astúcia, se passou por Paulo Roberto Matsuoka e saiu para o trabalho externo, de onde fugiu.
Dois dias após a fuga, a penitenciária descobriu que Paulo Roberto Matsuoka havia sido transferido para o presídio semi-aberto de Tremembé e que quem havia fugido era Ronaldo Silva.
As fugas são uma constante na vida marginal de Silva. Já foi preso de vários estabelecimentos do Estado de São Paulo de onde sempre conseguiu sair. No presídio de Franco da Rocha ele fugiu em 28 de abril de 94 e foi recapturado em 23 de maio de 95, permanecendo um ano e 25 dias foragido.
Da cadeia pública de Campinas ele fugiu em 14 de julho de 95 e foi recapturado em 1 de novembro de 95, permenecendo três meses e 17 dias foragido. Depois disso, ele já passou pelas penitenciárias de Mirandópolis, Presidente Wenceslau, Sorocaba, Tremembé e Avaré. Em Bauru, o preso estava apenas em trânsito.