07 de julho de 2026
Geral

ECCB

Fabio Turci
| Tempo de leitura: 3 min

Diban diz que ônibus são alugados da VTB

Diban diz que ônibus são alugados da VTB

Texto: Fabio Turci

Presidente da Emdurb negou que os novos carros em circulação na cidade estejam emprestados, como foi justificado pela ECCB

O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Miguel Jorge Diban Readi, afirmou ontem ao JC que os ônibus estranhos à frota bauruense que estão circulando na cidade constam como alugados da Viação Terra Branca (VTB) pela Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB). A explicação de Diban é conflitante com a que é dada pela ECCB sobre os rumores de sua possível venda: a empresa circular alega que os novos ônibus foram emprestados pelo empresário Baltazar José de Souza, proprietário da VTB e, segundo suspeitas de funcionários e sindicalistas, possível comprador de parte das ações da ECCB.

Na versão oficial da ECCB, apresentada pelo advogado trabalhista da empresa, Fábio José de Souza, os ônibus

- cerca de 20 - estariam emprestados, segundo acordo de comodato estabelecido entre a empresa bauruense e o empresário. Em reunião realizada com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Geral de Bauru

(Sindtran), na última quinta-feira, o advogado também disse que o empresário é amigo da família Quaggio, proprietária da ECCB.

Diante da versão segundo a qual os ônibus teriam sido emprestados para a empresa bauruense, o presidente da Emdurb frisou: "emprestados, não. Existe um contrato e está sendo fiscalizado pela Emdurb". Diban negou que a empresa circular tenha sido vendida, dizendo que as concessões do Poder Público pertencem à empresa e não podem ser vendidas. "O que está ocorrendo é que ela (a ECCB) está alugando ônibus para manter as suas linhas dentro do padrão que é exigido pela Emdurb". Fica a pergunta: se, de fato, a ECCB está alugando os ônibus, porque teria dado a versão de que são emprestados gratuitamente?

Ainda segundo Diban, o setor jurídico da Emdurb está analisando a documentação encaminhada pela empresa circular para verificar se fica comprovada sua regularização junto à Câmara de Compensação Tarifária. Pode haver um parecer ainda nesta semana.

O presidente da autarquia ainda negou que houvesse uma multa de R$ 38 mil da ECCB para com a Emdurb, supostamente em função da circulação dos novos ônibus sem regularização:

"Eles (os ônibus) só andam se estiverem regularizados. Nós é que damos a ordem de serviço para eles rodarem". Diban ainda disse que "eles (a ECCB) estão adequando (os ônibus) cada vez que a gente pede para eles fazerem essas adequações".

Informações obtidas de fontes internas à empresa circular dão conta que o nome da suposta empresa compradora da ECCB foi apagado da lousa que define cada carro e a respectiva linha. Na semana passada, esta lousa - que fica na garagem da empresa - mostrava a divisão entre as linhas da ECCB e as que já estavam em operação em nome da Viação Terra Branca, aumentando os rumores sobre sua possível venda.

Também o representante da VTB, conhecido como Henrique

"Português", segundo informações extra-oficiais, não tem mais sido visto na ECCB nos últimos dias. A divisão entre as linhas e a presença de

"Português" na empresa - supostamente dando ordens aos funcionários - foram os dois argumentos apresentados pelo presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, para sustentar suas suspeitas de que a empresa teria sido negociada. O Sindtran pede garantias aos trabalhadores na possível transação.