Pronto-Socorro Central pode parar
Pronto-Socorro Central pode parar
Texto: Renata Raposo
O Pronto-Socorro Central de Bauru está com falta de diversos medicamentos básicos e orienta os pacientes a adquirirem seus próprios remédios. Entre eles estão o Plasil, Buscopan Composto, Antak, Voltaren, e outros, a maioria injetável. Se faltarem também os medicamentos de atendimento de emergência, como os usados em paradas cardíacas, a direção afirma que o atendimento pode se tornar inviável.
Ana Alves da Silveira, que teve sua mãe atendida pelo pronto-socorro esta semana, contou que teve que comprar os remédios para que fosse feita a medicação. "Eu ainda posso comprar, mas e quem não pode?", questiona.
A filha da paciente comprou medicamentos a mais para que outros pacientes também fossem atendidos. "É preciso fazer alguma coisa, uma campanha, doações", comenta Ana, indignada com o problema. "Falta até esparadrapo!", comenta.
A diretora dos prontos-socorros, Marília Garcia, confirmou a falta dos medicamentos e disse que o problema vem ocorrendo há três meses. Os pedidos de compra dos medicamentos para a família ou o próprio paciente têm sido uma necessidade, segundo a diretora.
Solicitações de medicamentos já foram feitas e agora o pronto-socorro está a espera de que seja efetuada a compra, o que compete à Prefeitura, segundo conta Marília. As doações, segundo ela, não seriam recusadas.
A diretora ainda explica que, como o orçamento para a Saúde já está esgotado, a situação é bastante complicada e o atendimento pode se tornar inviável, caso faltem medicamentos de atendimento de emergência, como os usados em casos de paradas cardíacas.
Até a próxima sexta-feira a Secretaria Municipal de Saúde deveria estar mandando um novo lote de medicamentos, mas não há garantia de que todos os remédios em falta sejam repostos. "O lote é feito pela secretaria", explica Marília.
A falta crônica dos medicamentos tem piorado no segundo semestre dos últimos três meses, quando não está sendo possível equilibrar o estoque, explica a diretora.
Os remédios já foram solicitados, mas "o prefeito
é quem tem que dar um aval para a compra" - Marília.