08 de julho de 2026
Geral

Atendimento médico

Renata Raposo
| Tempo de leitura: 2 min

Pronto-Socorro Central pode parar

Pronto-Socorro Central pode parar

Texto: Renata Raposo

O Pronto-Socorro Central de Bauru está com falta de diversos medicamentos básicos e orienta os pacientes a adquirirem seus próprios remédios. Entre eles estão o Plasil, Buscopan Composto, Antak, Voltaren, e outros, a maioria injetável. Se faltarem também os medicamentos de atendimento de emergência, como os usados em paradas cardíacas, a direção afirma que o atendimento pode se tornar inviável.

Ana Alves da Silveira, que teve sua mãe atendida pelo pronto-socorro esta semana, contou que teve que comprar os remédios para que fosse feita a medicação. "Eu ainda posso comprar, mas e quem não pode?", questiona.

A filha da paciente comprou medicamentos a mais para que outros pacientes também fossem atendidos. "É preciso fazer alguma coisa, uma campanha, doações", comenta Ana, indignada com o problema. "Falta até esparadrapo!", comenta.

A diretora dos prontos-socorros, Marília Garcia, confirmou a falta dos medicamentos e disse que o problema vem ocorrendo há três meses. Os pedidos de compra dos medicamentos para a família ou o próprio paciente têm sido uma necessidade, segundo a diretora.

Solicitações de medicamentos já foram feitas e agora o pronto-socorro está a espera de que seja efetuada a compra, o que compete à Prefeitura, segundo conta Marília. As doações, segundo ela, não seriam recusadas.

A diretora ainda explica que, como o orçamento para a Saúde já está esgotado, a situação é bastante complicada e o atendimento pode se tornar inviável, caso faltem medicamentos de atendimento de emergência, como os usados em casos de paradas cardíacas.

Até a próxima sexta-feira a Secretaria Municipal de Saúde deveria estar mandando um novo lote de medicamentos, mas não há garantia de que todos os remédios em falta sejam repostos. "O lote é feito pela secretaria", explica Marília.

A falta crônica dos medicamentos tem piorado no segundo semestre dos últimos três meses, quando não está sendo possível equilibrar o estoque, explica a diretora.

Os remédios já foram solicitados, mas "o prefeito

é quem tem que dar um aval para a compra" - Marília.