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Boicote I
O ex-secretário municipal Dudu Ranieri, um dos organizadores do Comitê Fora-Izzo no período pré-cassação entende que agora estão criadas as condições para uma campanha aberta de boicote ao pagamento de impostos municipais como forma de protestar contra a atual administração.
Boicote II
Dudu refere-se à cassação da liminar que bloqueava os recursos do IPTU e do IPVA para destiná-los, prioritariamente, ao pagamento dos salários dos servidores ativos e inativos da Prefeitura. Segundo ele, o movimento só não foi iniciado até então porque poderia penalizar os servidores.
Boicote III
Pelo raciocínio do ex-secretário de Esportes e de Educação, agora que o prefeito voltou a ter a liberdade para aplicar o dinheiro dos impostos onde achar mais conveniente, os que discordam de sua presença à frente da Prefeitura também estão livres para a forma de protesto que ele considera mais eficiente para que a população demonstre sua discordância com a volta de Izzo.
Mobilização
Para tentar dar início a essa e outras formas de protesto, Dudu Ranieiri está chamando para segunda-feira, em horário e local a ser marcado, uma reunião aberta do Comitê Fora Izzo. O tempo vai passando e, com isso, as manifestações devem voltar a ocorrer. O Fórum da Cidadania tem reunião marcada para hoje.
Neme defende Izzo
O presidente local do PPB, Nelson Neme, sai em defesa do governo municipal ao afirmar que o prefeito Izzo Filho é quem tem a verdade a seu lado e que as últimas eleições teriam demonstrado isso. Ele diz que vários candidatos foram eleitos com o apoio de Izzo e do PPB.
E ataca oposição
Neme manifestou-se a propósito de declarações recentes do deputado federal Tuga Angerami (PSDB) que, segundo ele, teria dito que a cidade já havia demonstrado sua rejeição ao prefeito antes de sua cassação. "Os que desfraldaram a bandeira contra o Izzo Filho não se elegeram", afirmou.
139 testemunhas
O advogado de Izzo Filho, Ailton Gimenez, protocolou ontem à tarde a defesa prévia do prefeito perante a Comissão Processante que analisará denúncias de cobrança de propina na administração municipal. O que chamou a atenção foi a relação de 139 testemunhas arroladas para a defesa.
10 x 14 = 140
Diante desse fato, já surgiu uma controvérsia jurídica. Gimenez alega que, conforme a lei, ele tem direito a 10 testemunhas para cada acusação. Como são quatorze as denúncias de empresários, 10 x 14 = 140. Ainda ficaria faltando uma testemunham, pela interpretação do advogado.
10 x 1 = 10
O consultor jurídico da Câmara, Paulo Lauris, ontem mesmo, em entrevista ao Jornal da Cidade, discordou totalmente do total de testemunhas elencadas. Segundo Lauris, a acusação da Comissão Processante é uma só, portanto, só cabem 10 testemunhas de defesa.
Ganhar tempo
Um observador entende que o grande objetivo da defesa é ganhar tempo, já que ouvir 139 pessoas, a maioria (ou todas) com algum tipo de ligação com Izzo, demandaria um esforço sobre-humano. Em caso de rejeição na Câmara Municipal, o advogado poderá usar a negativa para argumentar cerceamento de defesa.
Em Brasília
Pelas contas de um jurista, vence hoje o prazo que a Procuradoria Geral de Justiça, em Brasília, tem para manifestar-se a ação em que o procurador geral do Estado de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, pede a cassação da liminar que conduziu Izzo de volta ao cargo. Assim, o parecer poderá sair nos próximos dias. Depois, o Supremo Tribunal Federal vai julgar.