08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

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Explosivo

O funcionário da Cohab e assessor político do prefeito de Bauru, Pedro Valentim, foi explosivo ontem em entrevista à imprensa, logo após prestar depoimento sobre bombas e panfletos apócrifos na DIG/Garra. Justo Valentim, que há tempos tem merecido razoável espaço na mídia, por falar em nome do atual governo.

Luzes da ribalta

Irritadíssimo, mas aproveitando os flashes voltados para sua direção, Valentim pediu segurança particular e um funcionário especialmente enviado pelo Palácio das Cerejeiras para acompanhar sua saída da delegacia. Afinal, do lado de fora "perigosos" repórteres o esperavam.

"Estado catatônico"

Por alguns minutos, instado pelas perguntas dos jornalistas, o homem mais protegido da cidade naquele momento falou sobre entrar

"em estado catatônico" e se transformar em um

"ser ultra-radiável com a velocidade de 300 mil quilômetros por segundo...", e por aí afora...

"Sucupiriana..."

Um filósofo assistiu a tudo da banca do Marcão, que fica na região da DIG, e comentou, ontem, com um colega:

"Sabe qual a diferença de Bauru para Sucupira (cidade da novela O Bem Amado)"? - "Bauru existe", respondeu. Quem seriam Zeca Diabo, Odorico Paraguaçu e as Irmãs Cajazeiras?

Negativa

Valentim foi citado por oito pessoas já ouvidas pela polícia no inquérito que apura quem são os autores dos atentados a bomba nas residências de vereadores e da confecção e distribuição de panfletos apócrifos. Ele negou qualquer ligação com os casos. Segundo informações extra-oficiais que chegaram ao JC, além dos depoimentos a polícia já teria provas materiais.

Conta mantida

O advogado do prefeito Izzo Filho, Ailton Gimenez, frisou ontem que o fato de ter arrolado 139 testemunhas para depor na CP é uma atitute que ele vai sustentar juridicamente. O cálculo 14 (denunciantes) x 10 (número máximo de testemunhas)

é válido, segundo o advogado, se a interpretação for de que cada fato é uma denúncia.

Uma dezena

Ailton Gimenez não gostou dos comentários que o consultor jurídico da Câmara Municipal, Paulo Lauris, fez sobre a extensa longa de testemunhas. Na edição de ontem do JC, o consultor ressaltou que só podem ser arroladas 10 testemunhas, e afirmou que não esperava que a situação "chegasse nesse ponto".

Cassação legal

Um dos principais argumentos da defesa de Izzo pode não ter validade diante de uma súmula existente no Supremo Tribunal Federal (STF), que comprova: a cassação de um prefeito por corrupção político-administrativa

é possível segundo a Constituição. Gimenez argumenta que a sustentação de um processo como esse ficaria a cargo dos municípios, e Bauru não teria essa previsão legal.

Suplentes na mira?

Ontem, um político comentou, em tom de questionamento, sobre o fato de Gimenez ter arrolado vereadores como testemunhas. Não seria para depois pedir o impedimento deles em relação

à votação de um virtual pedido de cassação?, perguntou, lembrando que não sabe de que lado ficariam alguns dos suplentes, como por exemplo o médico Ivan Segura, suplente da vereadora Majô.

Feliz ano velho

Portanto, quem achou que tudo tinha se acabado no dia 29 de agosto de 1998, data em que a Câmara cassou Izzo, pode ir se preparando, porque a polêmica vai voltar com tudo, com a diferença de que agora os personagens já estão mais experientes no assunto...