08 de julho de 2026
Geral

Flagrante

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

PM flagra loja vendendo cola a menor

PM flagra loja vendendo cola a menor

Texto: Ieda Rodrigues

Policiais militares flagraram, ontem à tarde, um estabelecimento, localizado na quadra 12 da rua 13 de Maio, vendendo cola para madeira a um menor e a um maior cujos nomes não foram divulgados. De acordo com o tenente Hudson Covolan, comandante do Pelotão Noroeste, que atendeu a ocorrência, o proprietário do estabelecimento, apesar da cola para madeira não ser considerada entorpecente, vai responder a processo por infração ao artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Esse artigo trata de substâncias que podem provocar dependência física ou psíquica a menores e prevê detenção de seis meses a dois anos. O proprietário do estabelecimento, que preferiu não ter seu nome divulgado, disse que não vendeu cola ao menor e ao maior. Os dois, abordados pela polícia ao saírem do estabelecimento carregando duas latinhas de cola para madeira em uma sacola plástica, já estavam totalmente dopados. A venda de cola para menores é proibida.

O tenente Covolan explicou que recebeu uma denúncia de que o estabelecimento vendia cola a menores. De posse da informação, os policiais que trabalham no trânsito, no cruzamento da avenida Duque de Caxias com a rua 13 de Maio, foram orientados a observar a movimentação no estabelecimento, que fica a poucos metros do cruzamento.

Ontem à tarde, segundo o tenente, três policiais que estavam na esquina viram quando dois rapazes - um menor e um maior - entraram no estabelecimento. Os policiais disseram que viram um funcionário embrulhar as latas de cola em jornal, colocá-las em uma sacola plástica e entregar

à dupla.

Então, os policiais abordaram os dois rapazes quando eles saíam do estabelecimento. Na sacola, encontraram duas latas de cola, produto semelhante ao existente para venda no estabelecimento. Os dois já estavam dopados e a polícia não soube informar se haviam feito uso de cola ou de outro produto.

O proprietário do estabelecimento disse que nunca vendeu cola a menores. Os policiais ressaltaram a importância de que a lei seja cumprida, pois sob influência de cola, os menores podem cometer uma série de outros delitos, como furtos e roubos.