Lojas de R$ 1,99 sobrevivem de pouco estoque
Lojas de R$ 1,99 sobrevivem de pouco estoque
Texto: Márcia Buzalaf
As lojas de R$ 1,99, que são uma das marcas da moeda supervalorizada em relação ao dólar, estão enfrentando o dilema de mudar o rumo das atividades em conseqüência da liberação do câmbio e da desvalorização diária que o real vem sofrendo.
Muitas lojas do setor operam com vários produtos nacionais. Estes, não deverão sofrer reajustes. Mesmo assim, as mudanças já estão sendo sentidas durante a semana, quando as importadoras suspenderam a comercialização dos produtos até que se chegue a alguma decisão quanto ao valor da moeda brasileira em relação à americana.
De acordo com o proprietário da R$ 1,99 Center, Issan Diba, 37 anos, entre 45% e 50% dos produtos de sua loja são importados, e o aumento deve depender da atitude das importadoras.
Algumas das lojas de R$ 1,99 fazem compras diariamente, o que faz com que o estoque seja um pouco maior do que o de alguns setores da economia. "Por enquanto, estou trabalhando com o que tenho nos estoques", completa.
Uma loja de R$ 1,99 de Marília é uma das maiores da região. Segundo o proprietário da Marília Shopping R$ 1,99, Sidnei Kerche, 59 anos, o estoque que a loja tem deve segurar a situação por alguns dias. "A gente tem um estoque para vender durante uma semana sem reposição", explica Kerche quando diz que esta quantidade de produtos se refere exclusivamente a uma parte dos 4.500 itens.
Apesar da incerteza, Kerche acredita que não vai haver repasse de preço de um setor da economia para o outro.
"A indústria nacional não deve mexer no preço", completa Kerche.