Acusados de esfaquear taxista são presos em flagrante por roubo
Acusados de esfaquear taxista são presos em flagrante por roubo
Texto: Solange Monteiro
Os acusados de roubar e esfaquear o taxista Antonio Garcia Ferreira, 58 anos, foram presos em flagrante por volta de 2h45 de ontem, na base da Polícia Militar Rodoviária de Florínea
(SP), próximo à fronteira com o Estado do Paraná. Paulo César Aparecido Oliveira e Luciano Ferreira da Silva, ambos com 18 anos, foram trazidos para Bauru por uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Eles vão responder por roubo qualificado, cuja pena varia de sete a 15 anos de reclusão. Oliveira e Silva foram encaminhados para a Cadeia Pública de Bauru. O veículo também foi recuperado, sem o estepe que foi vendido pela dupla para uma oficina em Lins.
A vítima está internada na Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) do Hospital de Base e seu estado de saúde é grave.
De acordo com Oliveira, ele e Silva resolveram praticar o roubo porque estavam sem dinheiro e Oliveira precisava pagar o aluguel. Logo pela manhã, usando uma faca de cozinha, tomaram um táxi, Vectra cinza, na rua Agenor Meira, próximo
à Primeiro de Agosto e seguiram em direção ao Leão XIII. Anunciaram o assalto e o motorista entregou, sem reagir, R$ 82. Segundo Oliveira, dois veículos pararam perto do táxi e eles fugiram pelo mato.
Com o dinheiro em mãos, resolveram comprar uma faca para usar no roubo, pela qual pagaram R$ 15, e seguiram para o Ponto de Táxi na rua Virgílio Malta com a avenida Rodrigues Alves.
Como se fossem para uma corrida pediram para o taxista seguir para a Unip, onde esperavam encontrar a mãe de Silva. Como não a encontrassem, disseram-lhe que seguisse adiante e, na marginal da Marechal Rondon, próximo à base da Polícia Militar Rodoviária, Silva encostou a faca na barriga de Garcia, enquanto Oliveira o segurava pelo pescoço, e anunciaram o assalto.
Segundo Oliveira, o taxista reagiu com chutes e quando saiu do carro, recebeu uma facada na barriga. Seguiu até o porta-malas, onde tinha um facão guardado, enquanto os dois saíam do carro e tentavam alcançá-lo. Já fora do carro, Silva se desesperou e jogou a faca enquanto Garcia, desarmado, partia para cima de Oliveira. Segundo ele, ao ver que o taxista vinha em sua direção, pegou a faca do chão e desferiu um golpe no supercílio de Garcia.
O taxista, segundo ele, depois de receber dois golpes de faca, fugiu pelo matagal deixando o carro para trás. Sem conseguir roubar o dinheiro de Garcia, já que segundo Oliveira e Silva, essa era a intenção, fugiram com o carro.
A fuga
De acordo com Oliveira, ambos seguiram para Lins, onde venderam o estepe para uma oficina para conseguir dinheiro e passar o tempo. Segundo ele, não fizeram nada em Lins porque o objetivo era passar o tempo. À noite voltaram para Bauru, esconderam o carro próximo à Casa das Máquinas enquanto Oliveira ia até sua casa pegar roupa e avisar a mulher de que estava indo para a casa de sua mãe em Apucarana
(PR).
Ele disse que esperava ficar no Paraná até sexta-feira, pelo menos, para que escapassem do flagrante e conseguissem um advogado.
Sobre o que fariam com o carro, ele explicou que o objetivo era terem conseguido o dinheiro e não roubar o carro. Sendo assim, iriam tirar a placa do veículo e ficar com ele durante alguns dias, porque no Paraná ninguém iria desconfiar deles. Depois abandonariam o veículo em algum lugar.
A prisão
Oliveira contou que foram presos pouco depois de passarem por uma base da Polícia Militar Rodoviária. Ambos foram abordados, o policial militar pediu o documento do veículo, em seguida o documento do motorista, mas nenhum dos dois é habilitado. Em vistoria no veículo, o policial encontrou a faca ensangüentada que disseram ter sido usada para limpar peixe, mas também havia mancha de sangue no veículo. Por fim, indagados contaram o que aconteceu e confessaram ter roubado o veículo após esfaquearem o taxista.
Oliveira acredita que foram abordados pela Polícia Militar porque, como estavam sem dinheiro para passar no pedágio, passaram em um posto de gasolina e entregaram um cheque no valor de R$ 259 para receber R$ 5 de troco e pôr apenas R$ 15 de combustível. O cheque provavelmente, segundo ele, era furtado, e como estivessem com pressa, pegaram os R$ 5 de troco e foram embora deixando o resto, o que talvez tenha chamado a atenção.
Antecedentes
De acordo com Silva, quando menor ele praticou furto, mas não foi pego. Oliveira disse que praticou estelionato, mas também não foi pego.
Ambos se conhecem há cerca de um ano e meio e esse foi o primeiro roubo que praticaram juntos, segundo revelaram.