Jaú registra aumento de estelionato e roubo
Jaú registra aumento de estelionato e roubo
Texto: Tânia Fonseca
Jaú - Crimes de estelionato e roubo, principalmente de veículos tiveram aumento significativo no município de Jaú durante o ano passado. A constatação
é da Delegacia Seccional de Polícia que fez um balanço comparativo com as ocorrências registradas ao longo de 1997. Mas se por um lado o número de crimes aumentou, a atuação policial também teve bom desempenho, já que os esclarecimentos de algumas ocorrências acompanharam a evolução dos crimes. Para o delegado seccional de Jaú, João José Dutra, o aumento da criminalidade está relacionada
à própria crise social pela qual passa o País de uma forma geral e, também, ao aumento natural da poulação. Já o bom desempenho da polícia no esclarecimentos dos crimes, deve-se, na opinião do delegado, ao bom relacionamento mantido entre policiais civis e militares. Aliás, sobre esse trabalho conjunto entre as duas polícias, Dutra diz que a intenção é intensificá-lo ainda mais neste ano, uma vez que os resultados são positivos.
Uma das constatações da Delegacia Seccional é que em Jaú, cerca de 90% dos estelionatos são praticados no comércio. "Pensando em combater esse tipo de delito, realizamos uma parceria com a Associação Comercial de Jaú, o Sincomércio e a CDL, com a participação do Banespa e Polícia Militar, transmitindo algumas dicas de como evitar golpes com documentos falsos, uso de notas falsas e cartões de crédito". Em comparação com o ano de 1997, em 98 os crimes de estelionato tiveram aumento de 35%.
Já as ocorrências envolvendo roubos e furtos de veículos tiveram aumento de 36% de um anos para outro. A maioria desses delitos, segundo a Delegacia Seccional, ocorreu em locais de difícil policiamento. "Aproveitando-se disso ou de um eventual descuido, acabam conseguindo levar o veículo. A ausência de testemunhas também dificulta a identificação dos autores dos autores". Algumas pessoas, segundo o delegado assistente, Édson Maldonado, "se retraem e não colaboram com a investigação porque não querem se envolver. Mesmo assim, a polícia recuperou grande número de veículos". Dos 90 veículos levados por ladrões durante o ano de 1998, a polícia de Jaú recuperou 80. Em 97 foram levados 66 veículos e recuperados 77. O delegado explica por que às vezes o número de veículos recuperados é maior que o furtado ou roubado: "Convém frisar que as recuperações são de autoria das políciais civil, militar e rodoviária e são de veículos localizados em nossa área de atuação. Não foram recuperados somente veículos de Jaú, pois vários veículos são subtraídos em outras localidades e recuperados pela polícia local". O número de furtos-roubos divulgado é referente a ocorrências registradas só na cidade de Jaú.
As ocorrências relativas a furtos, mortes e lesões corporais no trânsito, homicídio e tentativa de homicídio ficaram praticamente empatadas com as do ano de 97. "Embora reconheçamos que não seja o ideal, o fato de não haver um aumento considerável em tais delitos já pode ser considerado uma vitória para a polícia. Mesmo assim, o trabalho preventivo deve ser intensificado com vistas a diminuir ainda mais estes números.
Destaques positivos
O delegado João Dutra lembra que a investigação
é uma das principais, senão a principal atividades da Polícia Civil. Em 97 foram esclarecidos 47% dos casos de autoria desconhecida. Em 98, a média se manteve no índice de 48% de esclarecimentos. "Considerando-se que o número de investigadores de polícia está aquém do ideal e, ainda, que o número de ocorrências sem autor conhecido manteve-se no mesmo patamar, podemos concluir que a atuação foi satisfatória", ressalta.
Outro item destacado pela Delegacia foi o aumento das prisões em flagrante, com 69% dos casos. Essas prisões são produtos do trabalho das polícias civil e militar. O policial que surpreender alguém cometendo ou que acaba de cometer um crime, prende a pessoa e apresenta-a na delegacia mais próxima e o flagrante é lavrado. "O aumento de flagrante representa que a polícia está mais atenta e atuante, tanto no preventivo quanto no repressivo".
A Delegacia Seccional registrou também diminuição de 3,7% no número de ocorrências de autoria conhecida.
"Embora o número de ocorrência de autoria desconhecida tenha aumentado em 1,8%, as ocorrências policiais comautores conhecidos caiu 3,7%, gerando um equilíbrio. O ideal seria, sem dúvida, que o número diminuísse, mas o fato de ficar estagnado já é satisfatório", diz o delegado.
O delegado João Dutra lembra que os balanços feitos anualmente pela Delegacia é uma forma de organizar os trabalhos da própria polícia, mas também de prestar contas à população. Outra preocupação, segundo ele, é incentivar as pessoas a colaborarem cada vez mais com os trabalhos da polícia, o que pode ser feito através de denúncias, seja por telefone ou pessoalmente, sem a obrigatoriedade de se identificar. "Toda denúncia que chega até nós é checada e devidamente encaminhada ao setor responsável para investigação e o que é mais importante, às vezes resulta em importante esclarecimentos", frisa.
Atividades
Visando aprimorar os trabalhos e aproximar a população da polícia, a Delegacia Seccional de Jaú desenvolveu ao longo do ano passado, várias atividade e muitas delas devem ter continuidade este ano. A reativação e divulgação do disque-denúncia, por exemplo. surtiu efeitos muito positivos. Outra iniciativa que deu certo foi a parceria com a Associação Comercial e Industrial de Jaú e o Sindicato do Comércio Varejista, quando delegados de polícia ministraram palestras dirigidas aos comerciantes e comerciários sobre diversos temas visando a redução de golpes contra estabelecimentos. Foram distribuídos panfletos com dicas sobre segurança pessoal, de veículos e residências.