08 de julho de 2026
Geral

Atentado a bomba

Fabio Turci
| Tempo de leitura: 2 min

Vereador lamenta "terrorismo" mas diz que pressão não intimida

Spíndola lamenta "terrorismo", mas diz que pressão não intimida

Texto: Fabio Turci

Vítima do mais recente atentado contra vereadores de Bauru, conforme noticiado com exclusividade pelo JC na edição de ontem, Rubens Spíndola (PSDB) lamentou que os acontecimentos políticos na cidade venham tendo desdobramentos "terroristas", mas voltou a afirmar que as pressões não vão intimidar seu trabalho frente à Comissão Processante

(CP) instalada na Câmara. Spíndola é o presidente da CP, que apura denúncias de cobrança de propina contra a Prefeitura, feitas por fornecedores que eram credores do Município.

O vereador tucano avaliou que, como ocupante de cargo público, está sujeito a pressões desse tipo, mas disse confiar no trabalho policial para que o atentado seja esclarecido. "Tenho certeza de que a polícia vai descobrir quem está agindo assim, e a cidade vai voltar ao seu estado de normalidade. Hoje, vivemos uma anormalidade", ponderou. A bomba, de fabricação caseira, atingiu o carro do vereador, que estava na garagem de sua casa, pouco depois da uma hora da madrugada de ontem.

O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais)/ Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto), J.J. Cardia, informou que foram colhidas amostras do explosivo no local, que devem ser encaminhadas à perícia técnica. Também serão feitas comparações entre este atentado e os que atingiram as casas dos vereadores Erlon Junqueira (sem partido), Luiz Roberto Relvas (PDT) e Luiz Carlos Valle (PDT), em dezembro último. Cardia avalia que as investigações sobre os atentados estão "evoluindo bem", mas explicou que não pode informar maiores detalhes da investigação para não prejudicá-la. Izzo defende punição

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, Izzo Filho (PPB) diz que o atentado contra Spíndola é lamentável e merece punição exemplar. "Em vez de ajudar a cidade, só a denigre." "Eu não gostaria que em função das bombas Bauru fosse vista como Marília, que está sendo projetada através da queina de automóveis", disse Izzo.

A nota diz que o prefeito se solidariza com o vereador e sua família,

"que tiveram a tranquilidade quebrada e o patrimônio prejudicado pela atitude de vandalismo". "Peço a quem tiver informações úteis, que as transmitam

à equipe policial para que os responsáveis por essas atividades criminosas encontrem a justa punição", disse o prefeito, conforme a assessoria. Izzo disse confiar que a polícia tenha condições de chegar aos responsáveis por esse e por todos os outros atos de vandalismo e desordem que a cidade tem vivido ultimamente.