08 de julho de 2026
Geral

Policial americano

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Xerife norte-americano diz que presídio precisa de automatização

Xerife norte-americano visita PM de Bauru e conhece presídio

O xerife Buck Robert Mullis, de Monroe Country, Estado de Indiana

(Estados Unidos), esteve ontem na sede do CPA-I/9. A visita pode dar início a um intercâmbio cultural e profissional entre a Polícia Militar e o Departamento de Polícia norte-americano.

Ele explicou que, em seu Estado, os policiais que fazem a guarda externa de penitenciárias não têm nenhum contato com os presos, são utilizados equipamentos eletrônicos, como circuito interno de TV, para fiscalização interna e as visitas são batante restritas.

O xerife também explicou aos PMs que em seu Estado os presídios estão ligados ou no mesmo prédio do judiciário. Isso gera economia de homens e de gastos. "Não temos que fazer escoltas. O transporte dos presos, normalmente, é de um andar para outro", contou.

O encontro aconteceu na sala do comandante do CPA-I/9 e, na opinião do tenente-coronel Antônio Sérgio Marsola, pode mostrar novos caminhos para a polícia bauruense combater a criminalidade.

"Eles podem oferecer conhecimentos técnicos para aperfeiçoar nossos serviços", disse.

Buck Mullis explicou que lá há a polícia municipal, que cuida só daquela cidade. "O xerife

é eleito por voto popular e tem competência regional. O candidato não precisa ser policial, mas tem que ter uma boa proposta de trabalho", explicou.

O xerife conheceu o Batalhão e, no período da tarde, visitou a Penitenciária II (PII), onde foi recebido pelo diretor, Carlos Eduardo Emkpe Vianna. Buck observou, do lado externo, os presos tomando sol e teceu alguns comentários sobre o sistema prisional em seu Estado.

O tenente Jorge Duarte Miguel, que acompanhou o xerife durante a visita, disse que, em seu Estado, a função dos policiais que fazem a guarda externa dos presídios é manter o preso isolado do convívio da sociedade e não fazer escolta, como ocorre no Brasil.

O agente penitenciário de Indiana também não tem contato com os presos, segundo contou o xerife, já que as portas são abertas e fechadas eletronicamente e a fiscalização interna dos presídios é feita através de circuito de TV. Tenente Jorge disse que o xerife considera de extrema importância a utilização de equipamentos eletrônicos para fiscalização de presídios.

Buck também explicou aos PMs de Bauru que em Indiana o presídio é cercado por alambrado e tem, em média, cinco andares. Diferente do Brasil, onde os presídios abrigam um número muito grande de presos, em Indiana a média de detentos é de 200. De acordo com o tenente Jorge, a PM de Bauru, especialmente a 4.ª Cia, responsável pela guarda dos presídios, deverá, via Internet, receber dados do trabalho da polícia de Indiana para comparação e futuros intercâmbios.