Nossa Caixa corta benefícos dos fucionários
Nossa Caixa corta benefício dos funcionários
Texto: Márcia Buzalaf
O banco estadual Nossa Caixa anunciou, na última quinta-feira, a suspensão do Plano de Cargos e Salários (PCS)
à categoria. O PCS garante, anualmente, reajustes salariais, além de garantir promoções aos funcionários.
Uma assembléia deve ser feita hoje, às 19h30, na sede do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região para discutir como será feita a mobilização da categoria. De acordo com o diretor do sindicato, Luiz Fernando Bernardes, 29 anos, a reunião de hoje pode resultar em uma paralisação de 24 horas.
Bernardes afirma que os funcionários da Nossa Caixa estão bastante mobilizados, já que o PCS tinha sido aprovado em plebiscito, no final do ano passado. A justificativa dada pelo banco é a situação econômica do Brasil. O sindicato contesta esta justificativa com base nos balanços anuais do banco.
Fernandes afirma que a Nossa Caixa, em 99, teve um lucro que superou R$ 120 milhões, e que o banco vem apresentando, ano após ano, balanço positivo. Segundo Bernardes, a Nossa Caixa
é o 7.º maior banco no ranking do sistema bancário nacional.
Outro ponto relevante é em relação ao não-cumprimento do acordo. Segundo Bernardes, o PCS em vigor até o ano passado garantia um reajuste de 8% ao ano para os funcionários. Em dezembro do ano passado, o PCS foi reduzido em uma média que varia de 1% a 2%, de acordo com o cargo do funcionário.
Até a negociação salarial da Nossa Caixa está em situação incerta. Segundo Fernandes, o banco segue a Federação Nacional dos Bancários
(Fenaban), que estabeleceu um reajuste de 1,2% em setembro do ano passado, além de um abono salarial de 80% do salário mais R$ 300,00.
Ele diz que o primeiro parcela já foi paga, mas que a segunda parte do pagamento, prevista para ser efetuada até 1.º de março, ainda gera incertezas, diante da retirada de um benefício adquirido dos funcionários.
A empresa ainda não se posicionou em relação ao corte.