08 de julho de 2026
Geral

Aumento de salário

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 2 min

Suspenso aumento de vereadores de Avaré

Suspenso aumento de vereadores em Avaré

Texto: Marcos Zibordi

Avaré - O Juiz de Direito da 3 ª Vara Judicial de Avaré, Luiz Augusto Barrichello Neto, concedeu anteontem liminar que suspende o aumento de cerca de 200% dado aos vereadores e aprovado por eles em 21 de dezembro de 98.

A liminar foi concedida por causa da Ação Popular movida por Luiz Carlos Dalcim contra a Câmara Municipal de Avaré alegando que o aumento era ilegal, imoral e lesivo ao patrimônio público.

O despacho do Juiz defere a liminar especificamente para impedir

"que os requeridos venham a receber o aumento da remuneração/subsídios derivados dos atos impugnados. O despacho ainda determina que

"a diferença decorrente do aumento deverá ser depositada, mês a mês, em conta judicial, com a devida individuação, até o deslinde da causa". A liminar, no entanto, só valerá para os próximos salários, porque o pagamento de janeiro já foi efetuado.

Esta liminar só pode ser derrubada por uma instância jurídica superior.

De acordo com o despacho, a prefeitura será chamada para participar do processo, podendo optar por ficar a favor ou contra o aumento.

Vereadores

O projeto que aprovou o aumento dos vereadores, prefeito, vice e secretários, foi aprovado em 21 de dezembro de 98. Dos dezessete vereadores da cidade, apenas três votaram contra o projeto. O salário dos vereadores, que girava em torno de R$ 1,3 mil, passou para cerca de R$ 3,5 mil.

A reportagem do JC tentou entrar em contato com os vereadores que votaram pelo aumento, mas nenhum deles quis se manifestar. O vereador Carlos Rodrigues ( PFL) disse que só fala do assunto na Câmara. Outro vereador e ex-presidente da Câmara na gestão passada, Evaristo Garcia Pereira (PPB) disse que não votou no projeto por ser presidente da Câmara e também não quis comentar o aumento.

O vereador José Carlos de Arruda Campos (PMDB), disse que votou contra o aumento "porque achei que o momento econômico não era para isso". Outro vereador que votou contra o projeto, Rogélio Barchetti Urrêa (PSDB), disse que tomou esta postura por considerar que "o momento econômico não era oportuno". Sobre o fato do aumento ter se estendido para o prefeito, vice e secretários, Urrêa comentou que "o equívoco foi geral. Independente de ser legal, eu acredito que não é moral".

O terceiro vereador que votou contra o projeto de aumento foi Paulo Dias Novaes (PMDB). O prefeito não foi localizado durante a tarde de ontem para comentar a liminar.