CP quer encerrar depoimentos em fevereiro
CP quer encerrar depoimentos em fevereiro
A Comissão Processante (CP) iniciou, ontem à tarde, a fase de depoimentos. Com prazo final para concluir os trabalhos em março, a CP quer concluir os depoimentos ainda na primeira quinzena de fevereiro. Para tanto, a comissão vai depender da intimação das testemunhas arroladas pela defesa.
Ontem, no plenário da Câmara, a Processante ouviu cinco das dez testemunhas de defesa. Quatro são fornecedores da Prefeitura, além do vice-prefeito, Nilson Costa. As inquirições foram curtas, rápidas, sem detalhamento, ao contrário do processo anterior. O entendimento é que a peça de acusação já conta com inquérito civil público finalizado pela promotoria. Nesta quinta-feira, a partir das 14 horas, a CP ouve as cinco testemunhas que restam do rol de acusação. na semana seguinte, a partir do dia 9, estão previstos os depoimentos da defesa. Se a meta for cumprida, a CP considera que pode partir para a fase final da apuração ainda na segunda quinzena de fevereiro.
Depoimentos
Luis Moreira, do Supermercado Pessutto, confirmou o depoimento feito no Ministério Público, onde disse que entregou a título de propina, pessoalmente, ao ex-secretário de Finanças, Luiz Carlos de Oliveira, no valor de R$ 1.200. Segundo ele, logo em seguida recebeu o cheque de pouco mais de R$ 24 mil referente ao crédito que tinha junto à Prefeitura, assinado por Luiz Carlos de Oliveira. Comentou que estranhou o cheque não ter a assinatura do prefeito e que fez o depósito na conta da empresa.
Washington Luiz Alves de Lima, funcionário da Moldular Gesso, ratificou o depoimento no MP onde mencionou que o ex-secretário de Finanças de Izzo ligou para sua empresa falando na possibilidade do pagamentos do crédito que a empresa tinha junto à Prefeitura. Disse que Luiz Carlos determinou o percentual e condicionou a liberação ao que chamou de desconto. Pagou e recebeu o crédito, completando que o secretário não falou no nome do prefeito mas em relação à Prefeitura.
Célio Balderramas, da Célio Auto Capas, disse que através de um intermediário pagou R$ 1.701 em propina, recebendo o crédito de R$ 9,04 mil, ratificando informações prestadas no MP.
Sérgio Passerotti, oftalmologista, também confirmou o depoimento ao MP, que embasa as acusações contra o prefeito, onde descreve que após procurar o vice-prefeito, Nilson Costa, recebeu retorno que este tinha informado Izzo Filho de esquema de corrupção no governo. Neste caso, Izzo alegou que não recebeu a menção de nomes das vítimas por parte de seu vice, o que foi confirmado por Nilson Costa.
Nilson Costa, vice-prefeito, também confirmou o depoimento ao MP.