Consumidores denunciam agência de turismo por estelionato
Consumidores denunciam agência de turismo por estelionato
Texto: Solange Monteiro
Entre quarta-feira e ontem, até o início da tarde, 12 pessoas procuraram o 3.º Distrito Policial para registrar boletim de ocorrência contra a B&A Turismo, do empresário Pedro Bello. As pessoas alegam que foram lesadas por terem pago, com cheques pré-datados, pacotes de viagem, os quais a empresa teria depositado antes da data e, em seguida, fechado as portas sem dar explicações aos consumidores. Os boletins de ocorrência foram registrados como averiguação de estelionato.
De acordo com o delegado-adjunto do 3.º DP, Dernival Mauro Inforzato, será instaurado inquérito policial. Pedro Bello, citado nos boletins como proprietário da agência de turismo, não foi localizado pela polícia.
Uma das vítimas que registrou boletim de ocorrência, Hugo Dalcoleto, 73 anos, disse que deveria embarcar junto com sua mulher para Punta Cana, no Caribe, no próximo dia 7, onde passariam uma semana. Para isso, pagou uma entrada em dezembro, no valor de R$ 824,50 e mais quatro parcelas, com cheques pré-datados no valor de R$ 584,50 que deveriam ser descontados nos dias 30 de janeiro, 28 de fevereiro, 30 de março e 30 de abril, respectivamente.
No entanto, ao contrário do que havia sido combinado, três desses quatro cheques foram apresentados à cobrança no último dia 2 e sustados imediatamente, assim que Dalcoleto soube do que acontecia. Apenas ele, iria pagar R$ 3.162,50, incluindo a taxa de embarque, para a agência de turismo. Segundo Dalcoleto, a excursão para Punta Cana tinha pelo menos 18 integrantes.
Dalcoleto explicou que quando procurou a agência foi informado que ela era credenciada por uma agência de turismo de São Paulo, cujo nome pediu para não divulgar porque essa empresa não lesou os interessados. Quando procurou a referida agência, na Capital, foi notificado que B&A Turismo não é credenciada por ela e tampouco havia pago as passagens aéreas, cobradas dos interessados.
Vitor Rodrigues Ruiz, 48 anos, que ia para Disney World em junho, também registrou boletim de ocorrência. Segundo o registro policial, a saída estava marcada para 6 de junho e ele pagou uma entrada no valor de R$ 1.307,00 e mais seis cheques pré-datados no valor de R$ 1.020,00 que venceriam a cada 30 dias. No entanto, como aconteceu com as outras vítimas, dois cheques foram depositados no banco, sendo imediatamente sustados.
A agência de turismo encontra-se fechada. A reportagem do JC procurou Pedro Bello na empresa, mas não conseguiu localizá-lo. A família do empresário, contatada pela reportagem, não soube informar onde ele se encontrava.