MT e CEF organizam liberação de contas inativas
MT e CEF organizam liberação de contas inativas
Texto: Márcia Buzalaf
O Ministério do Trabalho (MT) de Bauru e a Caixa Econômica Federal (CEF) irão disponibilizar um atendimento especial para quem quiser sacar o dinheiro de contas inativas.
A idéia partiu do MT, que vinha recebendo muita gente a procura de informações sobre contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Quando a pessoa consegue sacar o FGTS, ainda fica na conta do trabalhador a correção monetária, que continua sofrendo reajustes. A conta pode ser original de depósito ou de resíduo mesmo.
De acordo com Sílvio Carlos de Lima Pereira, 39 anos, subdelegado adjunto do Ministério do Trabalho de Bauru, o que está acontecendo é que os trabalhadores recebem informativos do banco sobre estas contas inativas. Quando se dirige ao caixa da CEF, ele quer sacar o dinheiro, mas, muitas vezes, ele sai frustrado por não conseguir retirar o benefício.
Quando o trabalhador se dirigir para o MT, a partir de agora, o próprio órgão vai encaminhar a um gerente especial da CEF com uma carta do MT. "Será um gerente específico, que dará um atendimento personalizado ao trabalhador, independentemente do valor a ser recebido", completa.
O trabalhador deve ter, pelo menos, a carteira de trabalho em mãos. Por este motivo, a assistência do MT é importante. Pereira garante que, se o trabalhador tem direito a retirar o benefício, ele vai conseguir, independentemente do valor.
Estas contas inativas foram herdadas pela CEF quando o FGTS foi centralizado na instituição.
O primeiro passo é tentar sacar o dinheiro na CEF. Se o trabalhador não conseguir retirar o dinheiro, deve procurar o MT, que vai encaminhá-lo a um atendimento mais específico. A carteira de trabalho e a via do trabalhador da rescisão contratual são documentos importantes.
Se tiver o direito do saque, garante Pereira, o trabalhador vai retirar o dinheiro. "O importante é Ter os documentos em mãos", confirma.
MT disponibiliza dados sobre o emprego em Bauru
Texto: Márcia Buzalaf
O Ministério do Trabalho (MT) de Bauru vai colocar à disposição dos interessados - sindicatos, empresas, estudos e imprensa - informações sobre a movimentação trabalhista registrada no órgão. Segundo Sílvio Carlos de Lima Pereira, 39 anos, subdelegado adjunto do Ministério do Trabalho de Bauru, as informações vão desde quantas pessoas estão sendo demitidas até qual o sexo que mais procura o MT com problemas trabalhistas a serem resolvidos.
Diariamente, estagiários do curso de Direito, supervisionados por um agente fiscal e pelo próprio subdelegado, vão tabular as informações dos atendimentos para que se tenha um perfil de como está o desemprego e, também, as condições de trabalho em Bauru. "Agora, nós vamos ter o que é mais importante para a população saber em termos de reclamação e emprego em estatísticas", explica Pereira. A idéia, segundo ele, é dar um retorno para a população do que está sendo feito no MT, muito mais do que apenas atender diariamente os trabalhadores.
Na última sexta-feira, por exemplo, sete domésticas compareceram ao MT e, só durante a tarde deste dia, foram feitas oito rescisões contratuais - todas, sem justa causa.
Outra informação que poderá ser disponibilizada
é em relação às críticas aos sindicatos. A proposta do MT é de criar, juntamente com os sindicatos, uma comissão inter-sindical dentro do Próprio ministério. "Os sindicatos são muito importantes no processo, porque, aí, você tem uma discussão organizada", diz.
A idéia é fazer com que a comissão inter-sindical atue juntamente com o plantão no MT, para que se receba as críticas diretamente. "O representante receberia a reclamação e investigaria o caso", completa Pereira quando diz que, muitos trabalhadores são conservadores ao ponto de enxergar o sindicato com desconfiança, não como aliado. "Isso porque aconteceu de uma pessoa falar mal do sindicato, ou mesmo o próprio patrão, que tem tanta proximidade com o trabalhador", afirmou Pereira.
Apesar da informatização ter chegado tarde no MT, Pereira afirma que o programa que vai tabular as informações foi feito na cidade mesmo, por um estagiário do órgão, que se tornou funcionário de uma empresa que realiza trabalhos terceirizados ao MT. Existe, inclusive, a possibilidade deste mesmo programa ser comercializado para outras cidades. "A divisão estadual já está `namorando' o programa", afirmou.