STF deve anunciar hoje futuro de Izzo
STF deve anunciar hoje futuro de Izzo
Texto: Nélson Gonçalves
Secretaria da presidência do ministro Celso Mello informou que definido caso Itamar (MG), STF dá parecer sobre caso Izzo, nesta segunda
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, pode anunciar oficialmente hoje se o prefeito Antonio Izzo Filho (PPB) permanece ou não no cargo em função da liminar que conquistou no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ). Informação da secretaria da presidência do STF foi de que o processo do pedido de suspensão de segurança em relação ao município de Bauru já estava sendo concluído por Celso de Mello. A divulgação do parecer deve sairia praticamente depois de anunciada a decisão do STF sobre a pendência em relação ao processo que analisa retenção de verbas no governo de Minas Gerais, de Itamar Franco (PMDB).
A expectativa sobre uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal foi ampliada no início da noite de sexta-feira, quando os telefones da redação novamente não pararam de tocar. Agentes políticos mas sobretudo munícipes ligavam interessados na confirmação de parecer sobre o pedido de cassação da liminar de Izzo Filho. A secretaria do gabinete de Celso de Mello informou que o presidente continuava trabalhando com processos de relevância político-administrativa.
A assessoria de imprensa do STF confirmou que chegou à Brasília (DF) boato de que o ministro já teria se manifestado sobre a liminar em relação a Prefeitura de Bauru. Tanto a assessoria quanto a secretaria da presidência, entretanto, informaram que o processo estava na mesa de Celso de Mello e que a decisão poderia ser dada a qualquer momento. Eles preveram, porém, que a decisão oficial, uma vez confirmada, só seria divulgada nesta segunda-feira, a partir do início expediente, às 13 horas.
O pedido de suspensão da liminar concedida a Izzo Filho foi feito pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo, através de Luiz Antonio Guimarães Marrey. O procurador considera que o caso é de risco à ordem, de interesse público e de se resguardar o erário municipal. Marrey ainda se manifesta contrário à liminar concedida pelo desembargador Cunha Bueno, argumentando que houve abuso de poder e desrespeito à princípios constitucionais.