08 de julho de 2026
Geral

Movimento Fora Izzo

Josefe Cunhas
| Tempo de leitura: 2 min

Ato Fora Izzo queima pneus e pára Roddrigues

Ato Fora Izzo queima pneus e pára Rodrigues

Texto: Josefa Cunha

Apitos e narizes de palhaço. Estes foram os adereços escolhidos e usados pelos integrantes do Fórum da Cidadania, Comitê Fora Izzo e Movimento por Bauru, que, no final da tarde de ontem, promoveram mais um ato de repúdio contra o prefeito afastado. A manifestação, exteriorizada na "fantasia de palhaço" que os integrantes julgam estar vestindo a população bauruense, parou o trânsito nas proximidades da Câmara Municipal e teve a intenção de protestar contra o possível retorno de Antonio Izzo Filho ao comando do Executivo. Izzo Filho está afastado por força de liminar, mas seus advogados já trabalham para derrubá-la no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Por mais de uma hora, os manifestantes, representando sindicatos, associações de moradores e partidos políticos de oposição (PT, PC do B e PSTU), se revezaram ao microfone em discursos inflamados. Os integrantes exploraram a

"ameaça" que o retorno de Izzo Filho representaria para Bauru. Como nos atos anteriores, o prefeito afastado foi alvo de adjetivos nada elogiosos. Houve também apelo para que os populares apóiem a Comissão Processante que apura novas denúncias contra Izzo Filho. Embora na iminência de retomar o cargo, Izzo Filho corre o risco de ser novamente cassado pela Câmara.

A queima de pneus - que virou símbolo do protesto na época da alta das passagens de ônibus -, as "fantasias", os discursos e a panfletagem de ontem à tarde, segundo os grupos de oposição a Izzo, objetivam a "lavagem de consciência" da população, conforme denominou o sindicalista Roque Ferreira. "O povo não entende com teoria, mas com práticas. A cada vez que fazemos esse tipo de manifestação, mais pessoas se conscientizam na calamidade política que hoje vive a cidade de Bauru."

O protesto dos grupos bloqueou a avenida Rodrigues Alves na quadra da Câmara. A Polícia Militar destacou todo o efetivo de trânsito disponível para controlar o fluxo de veículos, que, naquela hora, era intenso. Vários

ônibus circulares foram impedidos de passar e, diferentemente dos atos anteriores, não insistiram em furar o bloqueio dos manifestantes, andando quarteirões inteiros em marcha ré. Apesar do tráfego tumultuado, a PM não precisou interferir no ato.