11 de março de 2026
Geral

Blecaute

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Pane na Cesp provoca blecaute em Bauru

Pane na Cesp provoca blecaute em Bauru

Texto: Josefa Cunha

A cidade de Bauru foi vítima de um blecaute geral na madrugada de ontem e quem estava acordado ou nas ruas por volta das 3 horas se assustou com a completa escuridão. O problema, que também atingiu os vizinhos municípios de Agudos e Duartina, foi provocado por uma explosão, seguida de incêndio, em um dijuntor de 138 Kv da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros estiveram no local para apagar o fogo e a distribuição de energia só foi completamente restabelecida 37 minutos após o incidente.

Os bombeiros chegaram ao local pouco antes das 3h30, mas o controle do fogo foi tranqüilo. A imprensa só teve acesso ao local depois que a situação foi normalizada. No local, o gerente regional da Cesp, Hamilton Spagolla de Lemos, explicou que a explosão interrompeu a transmissão da linha de 138 Kv que é distribuída para as quatro subestações da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em Bauru, que, por sua vez, redistribui para os transformadores das ruas e, finalmente, para as residências e indústrias. A Cesp, enquanto supridora, recebe uma linha de 440 Kv que lá mesmo é baixada para 138 Kv. A linha de 138 Kv que abastece as subestações da CPFL é baixada, nos fios primários que passam na rede pública, para 11,9 Kv. A voltagem de 11,9 Kv vai para os transformadores existentes nas ruas, onde é novamente baixada para 220 e 127 volts e distribuída à rede de energia doméstica e industrial.

Imediatamente após o incidente, o centro de operação da CPFL iniciou um trabalho de manobra para que o transtorno ao consumidor fosse o menor possível. Segundo o gerente de distrito da Força e Luz, Lúcio Esteves Júnior, a ordem nesses casos é "fazer com que o maior número de pessoas fique o menor tempo sem energia". Para que isso fosse possível, a CPFL teve que recorrer à energia de outras estações vizinhas, como Bariri.

Esteves Júnior conta que num primeiro momento, o blecaute foi total, ou seja, atingiu os 102.998 consumidores de Bauru. A manobra inicial foi realizada na subestação Terra Branca, a qual atende 21 mil consumidores. O fornecimento no setor de abrangência dessa subestação foi restabelecido após 7 minutos de interrupção. Isso significa que o blecaute total durou apenas esse tempo. A manobra seguinte foi realizada nas subestações Estoril e Hipódromo, que, após 25 minutos, voltou a atender os seus 37.795 consumidores. A normalização total ocorreu 37 minutos depois da explosão, quando houve remanejamento de energia na subestação Bauru, a qual abrange 44.199 consumidores. A prioridade de restabelecimento sempre observa locais onde há maior concentração de hospitais e indústrias.

O blecaute acidental - a interrupção não foi motivada por falta de energia - poderia causar um transtorno enorme se tivesse acontecido durante o dia. Como foi na madrugada, a maioria dos consumidores nem chegou a perceber o problema, mas, em muitas casas, o blecaute assustou porque acabou acionando os alarmes. Muita gente também deve ter perdido a hora de acordar em razão do desligamento dos rádios-relógios.

Blecaute pára captação no DAE

A interrupção no fornecimento de energia parou o sistema de Captação e Tratamento de Água do DAE por duas horas, segundo informações da autarquia. Nesse tempo, as bombas que tiram a água do Rio Batalha e os equipamentos que fazem o tratamento não puderam trabalhar. O problema foi detectado imediatamente pelos técnicos da autarquia, mas o abastecimento ficou deficiente. Por conta do problema, o DAE solicita economia na utilização de água aos moradores das regiões da avenida Cruzeiro do Sul, Geisel, Jardim Marambá e Higienópolis.