15 de março de 2026
Geral

Horário de verão

Redação
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Horário de verão termina sábado

Horário de verão termina sábado

O horário de verão, em vigor desde o dia 11 de outubro de 1998, vai terminar à meia-noite de sábado, quando todos os relógios deverão ser atrasados em uma hora nas 13 unidades da federação onde a medida foi adotada

(Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e Distrito Federal). Com isso, a população desses locais terá um fim-de-semana com uma hora a mais.

Durante os quatro meses de vigência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o horário de verão pode ter reduzido 6,92% a demanda em sua área de concessão, que inclui 234 municípios, segundo as estimativas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). O consumo, segundo as estimativas, pode ter sido reduzido em 80.000 megawatt-hora.

Ao término do horário de verão, o sistema elétrico nacional deverá ter-se beneficiado de uma redução de 1% no consumo de eletricidade, segundo cálculos do Ministério das Minas e Energia. Mas esse não era o principal objetivo da medida. A meta era diluir o consumo de eletricidade no horário de pico (entre 18 e 20 horas), cuja concentração aumenta perigosamente no verão, de modo a evitar sobrecargas e blecautes.

No verão, ocorre normalmente uma coincidência maior das demandas das residências - onde os chuveiros elétricos elevam bastante o consumo no horário de pico -, da iluminação pública e da atividade industrial. A elevação do consumo no horário de pico põe em xeque a capacidade de geração e transmissão de eletricidade do sistema elétrico brasileiro e eleva o risco de blecaute.

A desconcentração dessa demanda, pelo aproveitamento da maior incidência da luz solar no verão, evita a sobrecarga do sistema e permite a manutenção do sistema.

O princípio do horário de verão é simples: traçando um paralelo, é a mesma coisa que o motorista faz quando desliga o farol do carro, antes de dar a partida no motor. Assim, a fonte de energia atende a um equipamento de cada vez, evitando sobrecarga.

Economia

Com o horário de verão, é possível fazer com que a carga máxima da energia distribuída pelo sistema seja 7% menor no início da noite. É como se duas usinas de Angra 1 pudessem ser dispensadas no período.

Segundo os técnicos do ministério, a adoção do horário de verão traz um ganho energético semelhante à construção de uma nova usina com capacidade de geração de 1,5 mil megawatts (MW). Isso signfica que foram poupados investimentos de R$ 750 milhões em usinas termelétricas a gás natural - utilizadas normalmente como suportes à geração no horário de pico - para atender à demanda adicional nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Seria preciso ainda investir R$ 62 milhões na Bahia para atender um consumo extra de 125 MW.

O Brasil adotou o horário de verão pela primeira vez em 1931, mas a medida foi suspensa por muitos anos. Esta é a 25ª edição do horário, que vem sendo adotado continuamente desde 1985. (AE)