08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

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Quarta de cinzas

O Carnaval de Bauru ainda não acabou, mas o início da Quaresma, coincidentemente, será marcado como o tempo da definição de mais um capítulo na história política da cidade. O juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, Jovino de Sylos Neto, deverá manifestar, possivelmente na quarta-feira de cinzas, sua decisão sobre recurso contra o afastamento de Izzo.

Pra tudo se acabar...

E, parodiando um trecho de uma conhecida melodia do repertório carnavalesco, os bauruenses ficarão sabendo se nesta quarta-feira ou mnos dias seguintes acontecerá ou não mais uma troca de prefeito no Palácio das Cerejeiras. Izzo fez um recurso com pedido de suspensão da liminar concedida pelo juiz Mauro Ruiz Daró em relação à ação de improbidade por extorsão contra a ECCB.

Enredo jurídico

A situação de insegurança na cidade tem falado mais alto até que os surdos das bandas carnavalescas. Nos salões dos clubes locais, entre uma marchinha e outra, sempre sobram comentários sobre a indefinição. O enredo mais cantado é "qual é o prefeito do dia?".

Bateria jurídica I

E entre confetes e serpentinas, juristas comentam as chances de Izzo voltar ou na à Prefeitura, ainda esta semana. Pelo menos dois homens respeitados do meio jurídico local, e estadual, comentaram o assunto neste Carnaval. O entendimento

é que a cassação de Izzo sempre pode soar, para um magistrado que olha à distância, como um episódio de cunho político.

Bateria jurídica II

Esses juristas consideram que "omissão e negligência" ainda não são termos que convençam um desembargador, por exemplo, a considerar que um prefeito não possa ter sido escolhido o "rei momo da folia". O comentário refere-se aos julgamentos de prefeitos por uma instituição eminentemente política: o Legislativo.

Bateria jurídica II

Prosseguindo o raciocínio, entretanto, os mesmos juristas acham que não há motivo nenhum para folia do bloco izzista. Eles ponderam que, desta vez, o Tribunal de Justiça vai se manifestar sobre uma liminar que mantém o prefeito fora do cargo e com o agravante de se tratar de ação de improbidade por extorsão.

Precedente jurídico

Outro ponto considerado desfavorável a Izzo pelos juristas

é o julgamento do Tribunal de Justiça, desta semana, que manteve fora do cargo o prefeito de Guarulhos, Néfi Talis. No parecer do TJ foi ratificado que juiz de primeiro grau tem competência para afastar prefeito em ação de improbidade. Esse é um dos argumentos dos advogados de Izzo.

Prioridade executiva

O prefeito em exercício Nilson Costa (PL) comentou, ontem, que não procede a crítica de Izzo Filho em relação

à prioridade de governo. Izzo criticou que Nilson não pagou pelos serviços prestados da empresa de Adhemar Previdello. Nilson rebate que, ao mesmo tempo, contestou a oportunidade dos contratos de Previdello e priorizou o repasse às entidades filantrópicas.