07 de julho de 2026
Geral

Quaresma

Gustavo Cândido
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Quarta-feira de cinzas marca abertura do período de reflexão

Quarta-feira de Cinzas marca abertura do período de reflexão

Texto: Gustavo Cândido

A Quarta-Feira de Cinzas, hoje, marca a abertura da Quaresma, o período de 40 dias que precede o feriado da Páscoa.

É durante a Quaresma, que a Igreja Católica espera que seus fiéis, através de atos penitenciais, como a abstinência de carne e o jejum, reflitam sobre as suas vidas, a vida do próximo e se convertam, para cada vez mais evitar os erros e praticar o bem.

Segundo o padre Rubens Miraglia Zani, pároco dos Maronitas, um ramo oriental da Igreja Católica, em Bauru, a origem da Quarta-Feira de Cinzas remonta ao século XI, na época do papa Urbano II. O nome da data vem das cinzas que, neste dia, são abençoadas e impostas na cabeça dos fiéis como símbolo da vida passageira e estímulo para a penitência. As cinzas são feitas dos ramos bentos no Domingo de Ramos do ano anterior, que são queimados e peneirados.

"A imposição das cinzas é um ato penitencial, que é feito na testa do fiel em forma de cruz durante a missa de Quarta-Feira de Cinzas, que deve ser celebrada em todas as paróquias", explica o padre, salientando a importância da participação dos fiéis.

Os 40 dias da Quaresma recordam o período que o povo judeu ficou em peregrinação pelo deserto e também os 40 dias que Jesus passou em jejum logo após ser batizado no rio Jordão. Antigamente, era costume da Igreja prescrever aos seus fiéis maiores de 14 anos a abstinência de qualquer tipo de carne e derivados na Quaresma, além do jejum na Quarta de Cinzas e na Sexta-Feira Santa.

Hoje, as regras são mais maleáveis e a recomendação da Igreja é para que não se consuma carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. Também recomenda que seja feito o jejum nesses dias, sendo que por "jejum", entende-se apenas uma refeição completa no dia e as outras só parciais.

"A Igreja vem se adaptando com a intenção de marcar o período da Quaresma como tempo penitencial e atualmente se insiste muito mais nas obras de caridade que a pessoa deve fazer do que no seu rigor gastronômico", afirma o padre Zani. De acordo com o pároco, a Campanha da Fraternidade que todo ano aborda um tema atual que atinge a sociedade (este ano o tema é o desemprego) serve para isso, para a reflexão e a conversão dos fiéis. "Não adianta nada reconhecer os erros e não mudar", diz.