07 de julho de 2026
Geral

Fechamento de empresa

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Batavo mantém fechamento da unidade Bauru

Batavo mantém fechamento da unidade Bauru

Texto: Paulo Toledo

A Batavo vai, mesmo, encerrar as atividades do centro de distribuição que mantém em Bauru, apesar dos esforços que a administração Nilson Costa fez para tentar reverter o quadro. Na manhã de ontem, o secretário de Desenvolvimento, Roberto Rufino, 62 anos, conversou, por quase 50 minutos, por telefone, com Arthur Voorsluys, o diretor da empresa que está responsável pelo projeto de mudança para Jundiaí, e recebeu a confirmação do fechamento.

De acordo com Rufino, Voorsluys disse que a questão do fechamento se deve, única e exclusivamente, à questão mercadológica e de planejamento econômico da empresa. Ele reafirmou que os problemas com a via de acesso ao prédio ocupado pela Batavo, na marginal da avenida Elias Miguel Maluf, não tem a ver com a mudança. Ontem, a Prefeitura começou a realizar um trabalho daquela rua.

Voorsluys confirmou para Rufino que Bauru perderá, mesmo a arrecadação de ICMS, estimada em R$ 2,4 milhões por ano. Segundo ele, todas as emissões de notas fiscais serão centralizadas na sede da cooperativa, no Estado do Paraná, que fará o atendimento da região.

O diretor da Batavo disse ao secretário que parte dos 90 trabalhadores da unidade de Bauru será transferida para Jundiaí, enquanto a empresa manterá na cidade uma estrutura para atendimento aos varejistas.

A distribuição será concentrada na cidade de Jundiaí, onde existe um moderno centro de distribuição da Parmalat, com 10 mil metros quadrados. No ano passado a multinacional italiana comprou o controle acionário da Batavo. Naquela cidade a Parmalat faz a distribuição nacional de seus produtos.

Oferta

No contato com Voorsluys, Rufino, com autorização do prefeito Nilson Costa, ofertou à Parmalat uma área para que a empresa possa montar um novo centro de distribuição, que atenderia a região Noroeste do Estado e ainda o Centro-Oeste do Brasil (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e que serviria, ainda, como porta de entrada para o Mercosul, em razão da proximidade com a hidrovia Tietê-Paraná.

O diretor da Batavo disse que levaria a oferta para a diretoria da Parmalat e, segundo Rufino, teria sinalizado satisfação com a oferta.