Venda a cartão cresce e atrai outros setores
Venda a cartão cresce e atrai outros setores
Texto: Luciano Augusto
Facilidade e segurança são fatores responsáveis pela adesão de outros segmentos do mercado que, normalmente, não aceitavam cartões
Dois fatores fizeram aumentar em cerca de 20% os pagamentos feitos com cartões de crédito em Bauru. Para o cliente, a facilidade no pagamento. Para as empresas, a segurança no recebimento. Estes dois fatores foram, também, responsáveis pela adesão de outros segmentos do mercado que, normalmente, não aceitavam o pagamento com cartões.
De acordo com Orlando Burgo, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, a tendência é de crescimento ainda maior para este ano, uma vez que outros setores, como escolas particulares e postos de gasolina, estão aceitando, cada vez mais, os pagamentos com cartão de crédito. Para Burgo, as negociações com "cartão é um tipo de negócio maravilhoso, seguro, porque no ato da venda já se sabe a situação do cliente". Esta segurança é que motivou as empresas a incorporarem e incentivarem as vendas com cartão.
No ano passado, explica o presidente da CDL, com a inflação sob controle, as empresas tinham meios para incrementarem as vendas com cartões de crédito, oferecendo facilidades como praticar o preço à vista em até três vezes. Hoje, com a instabilidade no campo econômico-financeiro, algumas promoções deixaram de ser praticadas, mas as vendas com o "dinheiro de plástico" continuam boas. Nem mesmo a taxa de juros perto de 10% (9,4% para os cartões Visa) diminuem as expectativas otimistas em relação
à expansão dos negócios com cartão.
Do mesmo entusiamo compartilha o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo
(Sincopetro), Davilço Graminha. Os pagamentos de combustíveis com cartão de crédito é um procedimento relativamente recente no setor. O cartão de crédito começou a ser aceito neste tipo de operação a cerca de três anos, quando houve a liberação dos preços de combustíveis. Hoje, praticamente todos os postos já trabalham com diversas operadoras de cartão.
Confirmando o que disse Burgo, os donos de postos "se interessam pela segurança das transações com cartão". No setor, este tipo de movimentação representa, também, algo em torno de 20% das vendas feitas à vista.
Graminha, entretanto, ressalta um ponto negativo em relação
às transações com cartões de crédito. Ele reclama da cobrança de 3% do valor da fatura, como taxa de administração. Como disse, "este percentual
é um absurdo".