11 de março de 2026
Geral

Inadimplência

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Calote no comércio cai 32%

Calote no comércio cai 32%

Texto: Erika de Lima

A inadimplência no Comércio de Bauru teve uma queda de 32,27%, em fevereiro, comparando-se com o mesmo mês do ano passado, baixando de 10.047 para 6.816 registros no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Se comparado com janeiro, houve uma alta de 7,06% nos registros (veja quadro). As consultas no SPC aumentaram 7,49%, subindo de 53.449, em fevereiro de 98, para 57.445, no mês passado, num indicativo de que os lojistas estão mais cuidadosos na concessão de crédito. Em relação a janeiro de 99, há uma queda de 6,11%.

Mas, há indicativos de que as vendas, também, sofreram redução. Os consumidores em débito, ou seja, sem crédito, estão buscando regularizar suas dívidas. Apesar disso, o número de cancelamentos de dívidas no SPC caiu 31,08%, em fevereiro, baixando de 5.025, no mesmo período do ano passado, para 3.463. Em relação a janeiro de 99, a queda é de 14%, baixando de 4.027 para 3.463. Enquanto isso, o Comércio também sente o

"peso" no caixa, com a queda nas vendas.

De acordo com o secretário executivo do SPC, Marco Antônio Grecca, 54 anos, um fator que ajudou na redução

à inadimplência foi a última mudança no regulamento nacional dos SPCs, que negativa os clientes após 15 dias do vencimento das prestações. Ele afirmou que, com esta nova medida, os consumidores acabaram por pagar suas prestações antes do vencimento, reduzindo assim a inadimplência.

O economista e diretor da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Reinaldo César Cafeo, 37 anos, afirma que houve uma queda no que, refere-se às compras no comércio em Bauru, também pelo forte rigor estabelecido pelas empresas. "As pessoas estão comprando menos, tanto pelo receio ao desemprego, pela crise que estamos passando, quanto pelo rigor imposto pelas empresas, do consumidor ter que pagar suas contas num prazo máximo de 15 dias após o vencimento", explica.

Cafeo diz que o aumento da negativação no SPC, de janeiro para fevereiro, leva a concluir que muitas pessoas, estão com dificuldades para pagar suas dívidas. "As pessoas não estão conseguindo quitar suas prestações, principalmente agora com o aumento dos preços e com esta crise de desemprego", afirmou.

Para o economista, se continuar o rigor exigido com a mudança do regulamento do SPC, pode ser que a inadimplência não diminua tanto, pelo fato do cliente não ter o prazo de 30 dias após o vencimento, para quitar sua dívida e sim 15 dias.

O secretário geral do SPC diz que houve uma considerável redução no índice da inadimplência.

"Talvez as pessoas estejam administrando melhor suas economias domésticas, conseguindo assim pagar suas prestações", disse.

Para Grecca, com a diminuição do registro de inadimplência, houve uma demonstração de que há pessoas que quitam suas dívidas, dentro do prazo estipulado de pagamento. "Isso mostra que aquelas pessoas que têm que pagar, acabam pagando seja com 15 ou 30 dias de prazo após o vencimento", lembra.